Seguimento com OCT das erosões de placa com tratamento médico e sem stent

Três diferentes patologias são responsáveis pela maioria das síndromes coronarianas agudas (SCA):

  • Ruptura de placa,
  • Erosão de placa
  • Nódulo calcificado.

Na prática clínica diária todos estes pacientes são tratados com angioplastia, sem importar a fisiopatologia que levou à SCA em cada caso.

Seguimiento con OCT de las erosiones de placa con tratamiento médico y sin stent

Existem alguns relatos prévios que indicam que os pacientes com erosão de placa poderiam ser estabilizados com tratamento antiagregante sem necessidade de implante de stent.


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O estudo inicial EROSION (Effective Anti-Thrombotic Therapy Without Stenting: Intravascular Optical Coherence Tomography–Based Management in Plaque Erosion) demonstrou que estes pacientes podem ser estabilizados com aspirina e ticagrelor e sem stent durante ao menos o primeiro mês. Porém, não há dúvida de que era necessário um seguimento mais longo.

 

Dos 53 pacientes do estudo original que completaram o seguimento clínico de um ano houve 49 que, ademais, repetiram a tomografia de coerência ótica (OCT). O volume médio de trombo diminuiu significativamente entre o primeiro mês e os 12 meses de seguimento (0,3 mm3 vs. 0,1 mm3; p = 0,001).

 

Quase a metade dos pacientes (49,9%) não apresentaram absolutamente nada de trombo residual em um ano.


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92,5% da população se manteve livre de eventos cardiovasculares maiores em um ano, enquanto que 3 (5,7%) requereram revascularização por angina de esforço e 1 (1,9%) apresentou um sangramento digestivo.

 

Conclusão

O seguimento de um ano com OCT demonstrou que o volume de trombo continua diminuindo entre o evento índice, o primeiro mês e os 12 meses. A maioria dos pacientes (92,5%) com uma síndrome coronariana aguda ocasionada pela erosão de placa e manejados com aspirina e ticagrelor e sem stent se mantiveram livres de eventos adversos cardiovasculares em um ano.

 

Comentário editorial

Dentre os 23 pacientes nos quais se observou trombo residual em um ano utilizou-se mais frequentemente inibidores da glicoproteína IIBIIIA e é de se constatar que o volume de trombo era menor. O mais provável é que isso tenha relação com a importância de uma efetiva antiagregação durante a etapa aguda e antes do começo do processo de organização.

 

O manejo de pacientes com SCA evoluiu da aspirina à heparina, à angioplastia com balão, aos bare-metal stents e finalmente aos stents farmacológicos. O tratamento padrão atual inclui angioplastia com stent farmacológico e um ano de dupla antiagregação. A taxa de eventos desta última estratégia em um ano se encontra entre 4,4% e 10,1%, incluindo a revascularização da lesão alvo (aproximadamente 4%), a SCA recorrente (aproximadamente 4,5%) e a trombose do stent (aproximadamente 1%).

 

A lesão nas erosões de placa tem, tipicamente, um lúmen significativo, com a arquitetura de vaso preservada e um trombo rico em plaquetas. Tais achados foram a hipótese do estudo para manejar estes pacientes com tratamento médico (particularmente antiagregantes plaquetários)

 

A incidência de ruptura de placas vai diminuindo juntamente com a proliferação de estatinas, motivo pelo qual seria esperável um aumento da incidência relativa da erosão de placa.

 

Título original: EROSION Study (Effective Anti-Thrombotic Therapy Without Stenting: Intravascular Optical Coherence Tomography–Based Management in Plaque Erosion). A 1-Year Follow-Up Report.

Referência: Lei Xing et al. Circ Cardiovasc Interv. 2017 Dec;10(12).


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