TCT 2020 | Guiar com IVUS todas as angioplastias deveria ser o nosso próximo objetivo

O benefício de guiar todas as angioplastias realizadas com DES de 2ª geração com ultrassonografia intravascular coronariana (IVUS) persiste após 3 anos de seguimento. Estes dados surgem do seguimento estendido do estudo ULTIMATE apresentado no Congresso TCT 2020 virtual e simultaneamente publicado no JACC Int

TCT 2020 | Guiar con IVUS todas las angioplastias debería ser nuestro próximo objetivo

A falha do vaso alvo no seguimento de 3 anos continuou sendo mais baixa naqueles pacientes que foram submetidos a angioplastia guiada por IVUS vs. aqueles submetidos a somente angiografia (6,6% vs. 10,7%; p = 0,01). Esta diferença foi conduzida fundamentalmente por uma significativa redução da revascularização justificada pela clínica (4,5% vs. 6,9%; p = 0,05).

A vantagem de utilizar IVUS foi ainda maior quando foi possível alcançar os critérios de resultado ótimo (volume de placa < 50%, expansão satisfatória e ausência de dissecções).

O presente estudo ULTIMATE junto com o estudo IVUS-XPL (apresentado no Congresso TCT 2019 e também publicado no JACC Intv.) confirmam o benefício clínico da IVUS como guia de todas as angioplastias com DES. 


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O ULTIMATE foi realizado em 8 centros da China e incluiu 1448 pacientes com isquemia silente, angina estável ou instável, ou infarto agudo (no caso dos infartos deviam passar mais de 24 horas entre a dor índice e o procedimento). 78,5% dos pacientes se apresentaram com síndrome coronariana aguda, 54,9% tinham lesão de múltiplos vasos e 30,6% eram diabéticos. Os pacientes do grupo IVUS receberam em média stents de maior diâmetro, e com maior frequência pós-dilatação com balões não complacentes de maior diâmetro e a mais alta atmosfera.

Os critérios para a consideração de um resultado ótimo foram: uma área luminal mínima dentro do stent > 5 mm² ou 90% da área luminal mínima do segmento distal de referência, um volume de placa nos 5 mm proximais e distais das bordas do stent < 50%, e a ausência de dissecções que comprometessem a média com comprimento > 3 mm.

O desfecho de segurança foi a trombose do stent definitiva ou provável que foi observada em um paciente do grupo IVUS vs. 8 pacientes do grupo da angiografia (0,1% vs. 1,1%; p = 0,02).


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Este trabalho demonstra que a condução da angioplastia com IVUS consegue otimizar a angioplastia reduzindo a necessidade de revascularização repetida e a trombose do stent.

Título original: Three-Year Outcomes of the ULTIMATE Trial Comparing Intravascular Ultrasound Versus Angiography-Guided Drug-Eluting Stent Implantation.

Referência: Xiao-Fei Gao et al. JACC: Cardiovascular Interventions, article in press. DOI: 10.1016/j.jcin.2020.10.001 y presentado simultáneamente en el congreso TCT 2020 virtual.


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