Qual é a dose de meio de contraste que prediz insuficiência renal pós TAVI?

Título Original: Renal Function-Based Contrast Dosing Predicts Acute Kidney Following Trancatheter Aortic Valve Implantation Referência: Masanori Yamamoto, et al. J Am Coll Cardiol Intv 2013;6:479–86.

A presença de insuficiência renal aguda (IRA) pós implante de válvula aórtica percutânea (TAVI) está entre 10% e 30%, sendo uma complicação relacionada com aumento na morbimortalidade além de prolongar os dias de internação. Neste estudo foram incluídos 415 pacientes com estenose aórtica severa que receberam a válvula CoreValve ou Edwards. Avaliou-se a função renal mediante a taxa estimada de filtração glomerular (eGRF) e a dose de contraste iodado segundo a fórmula que relaciona o volume de contraste com a creatinina basal e o peso corporal (volume de contraste × creatinina / peso corporal). Um total 63 ptes (15.2%) apresentaram insuficiência renal aguda (IRA), das quais 59 (93.7%) foram de grau 2.

Os ptes que desenvolveram IRA tinham uma eGRF significativamente mais baixa, menor fração de ejecção y maior grado de regurgitação aórtica. Também a dose do meio de contraste utilizada foi maior. La mortalidade a 30 dias foi significativamente maior para os ptes que apresentaram IRA (15.9% vs. 4.1%; p<0.001) da mesma forma que a mortalidade em um ano (47.9% vs. 15.7%; p<0.001). As complicações vasculares e as transfusões também foram maiores para o grupo que apresentou IRA.

El ponto de corte que prediz a insuficiência renal na fórmula que relaciona o volume de contraste com a creatinina e o peso corporal es de 2.7.

Conclusión:

Se bem que os mecanismos que produzem insuficiência renal post TAVI são multifatoriais neste estudo identificou-se a relação entre a dose de meio de contraste y prevalência de esta complicação.

Comentario editorial: 

A IRA pós TAVI é multifatorial, especialmente neste grupo de ptes. Uma das coisas a levar em conta é que durante o procedimento não haja hipotensão, especialmente no momento da liberação da válvula, já que a mesma pode ser sustentada e impactar em nível renal somada à dose de contraste utilizado. Este estudo nos dá ferramentas para avaliar de maneira simples o impacto em nível renal e assim poder seguir as condutas necessárias para diminuir os riscos desta complicação.

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