Resultado dos dispositivos bifurcados para proteger a ilíaca interna em aneurismas aortoilíacos

Título original: Endovascular Treatment of Aorto-iliac Aneurysms: Four-year Results of Iliac Branch Endograft. Referência: G. Pratesi et al. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2013 Jun;45(6):607-9.

Os dispositivos bifurcados ilíacos têm demonstrado ser efetivos para tratar aneurismas da ilíaca primitiva, porém, os resultados provém de séries pequenas que são em geral a experiência de um centro.

Este registro multicêntrico incluiu 85 pacientes com aneurismas aortoilíacos que receberam dispositivos bifurcados (a maioria Zenith Bifurcated Iliac sidebranch, Cook, Bloomington, IN,

USA). Logrou-se o êxito técnico em 98.7% sem mortalidade peri operatoria. O único caso onde o implante não foi possível, aconteceu, provavelmente devido a uma anatomia muito desafiante.

Durante os primeiros 30 dias observou-se a oclusão de somente uma ramo ilíaco e no seguimento com tomografia, 3 pacientes (3.7%) apresentaram endoleak tipo I distal. Estes pacientes foram tratados de forma conservadora com um protocolo de vigilância estrita mas até o momento não mostraram crescimento do saco.

No seguimento em 20.4 ± 15.4 ocorreram 7 mortes não relacionadas, o que resulta em uma sobrevida estimada em 24 meses de 89.5% e em 48 meses de 76.7%. Durante o seguimento não foram observadas mortes relacionadas ao aneurisma, necessidade de conversão a cirurgia convencional ou ruptura aneurismática. Também não foram registradas novas tromboses de ramos.

7 pacientes (8.6%) evolucionaram com claudicação glútea, sendo 6 deles, casos com aneurismas ilíacos bilaterais onde uma hipogástrica foi protegida com ramo bifurcado e a outra foi embolizada. Os sintomas sempre foram referidos do lado da hipogástrica embolizada e não melhoraram com o tempo.

Conclusão:

Os dispositivos bifurcados ilíacos resultaram efetivos para preservar a artéria ilíaca interna, no contexto do implante de endoprótese de aorta abdominal. Representam uma técnica válida no, caso de aneurismas ilíacos bilaterais.

Comentário editorial:

Todos os pacientes que evolucionaram com endoleak tipo I distal apresentavam uma artéria ilíaca interna ectasica, pelo que o compromisso desta pelo aneurisma na ilíaca primitiva, devesse tal vez ser considerado como uma limitação da técnica.

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