Uma cirurgia não cardíaca é segura logo dos 6 meses do implante de um DES

Título original: Risk of major adverse cardiac events following noncardiac surgery in patients with coronary stents. Referência: Hawn MT et al. JAMA 2013;DOI:10.1001

Os pacientes nos que foi realizada uma cirurgia  não cardíaca e tinham o antecedente de uma angioplastia coronária com stent dentro dos 2 anos não foi observado aumento  de eventos cardíacos maiores (MACE) com a exceção dos que foram operados de urgência e tinham doença cardíaca avançada. 

Ao contrário, aqueles que receberam angioplastia pelo menos 6 meses antes da cirurgia não mostraram um risco aumentado de MACE mais além do tipo de stent utilizado. 

Atualmente, as guias sugerem esperar pelo menos 6 semanas para o caso de um stent convencional e um ano logo de um stent farmacológico mais Segundo est estudo ambos stents apresentam um risco aumentado no início e para ambos stents o risco atinge a base aos 6 meses. 

Este estudo é uma análise retrospectiva multicêntrica (Veterans Affairs e Centers for Medicare and Medicaid Services) que incluiu 41989 pacientes. Entre 2000 e 2010 foram tratados com stent 124844 pacientes dos quais 22.5% foram submetidos a uma cirurgia  não cardíaca dentro dos 2 anos. 

Para aqueles que foram submetidos a cirurgia dentro das primeiras 6 semanas logo da angioplastia a taxa de MACE foi de 11.6%, para os operados entre as 6 semanas e os 6 meses a taxa de MACE foi de 6.4%. Entre os 6 meses e um ano e entre o primeiro ano e o segundo a taxa de MACE foi de 4.2% e 3.5% respectivamente. 

O risco de eventos também foi diferente entre os pacientes que receberam stents convencionais vs stents farmacológicos (5,1% vs 4.3% respectivamente; p<0.001). 

Porém ao realizar uma análise multivariada somente a admissão para cirurgia de urgência, o antecedente de infarto dentro dos 6 meses da cirurgia e o baixo índice cardíaco foram preditores de MACE. Logicamente, é um registro retrospectivo e isso é uma  importante limitação do trabalho. 

Conclusão:  

Nos pacientes que são submetidos à cirurgia não cardíaca dentro dos 2 anos de uma angioplastia coronária com stent solo se observou maior risco de eventos naqueles com cirurgia de urgência ou com doença cardíaca avançada mas não houve diferenças com respeito ao tipo de stent ou ao momento da cirurgia se esta era realizada pelo menos 6 meses depois. A ênfase das guias no tipo de stent e no momento cirúrgico para stents farmacológicos e convencionais deveria ser reavaliado. 

Medscape

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