Na cobertura que a SOLACI realizou do Congresso TCT 2017, realizado em Denver, Colorado, já tínhamos adiantado alguns dos resultados deste trabalho que veio para virar a mesa de nossa prática clínica, já que seus resultados foram muito diferentes daqueles do clássico estudo SHOCK, que há quase 20 anos marcou a estratégia para tratar pacientes cursando um infarto em choque cardiogênico.
A Edwards Lifesciences poderia ter ficado satisfeita depois do sucesso dos estudos PARTNER e de todas as melhoras incluídas em sua válvula expansível por balão (principalmente no que diz respeito ao perfil do sistema de liberação e à redução da taxa de regurgitação paravalvar), chegando a seu último modelo, a SAPIEN 3. Mas isso não ocorreu. A empresa decidiu continuar avançando e desenvolveu uma válvula radicalmente diferente de seu “carro chefe”. Esta nova válvula é a CENTERA, que é autoexpansível de nitinol com um sistema de liberação de baixo perfil (14 Fr) e que para permitir um maior controle do implante é motorizada.
Existem vários estudos que mostram que os pacientes com lesão de múltiplos vasossubmetidos a angioplastia mas revascularizados de maneira incompleta têm maior quantidade de eventos, inclusive uma maior mortalidade que uma coorte de pacientes revascularizados de maneira completa.
A medição do fluxo fracionado de reserva (FFR) com um fio-guia 0,014 capaz de medir pressões é o padrão para valorar o significado funcional de uma lesão em coronárias epicárdicas. Há várias razões pelas quais a adoção do FFR na prática clínica está defasada com a enorme quantidade de evidência que respalda sua utilização. Algumas dessas razões são aspectos técnicos que têm relação com a capacidade do guia de pressão para navegar certas lesões ou o frustrante que pode ser a perda da posição para voltar a equalizar as pressões quando observamos muita flutuação e não estamos seguros de que o valor obtido é o real.
Embora a presença de regurgitação tenha diminuído com a maior experiência e os novos dispositivos, dito problema continua sendo frequente e tem impacto na sobrevida (especialmente quando é moderada ou severa). Análises recentes demonstraram que a regurgitação leve também tem impacto negativo. Porém, estes dados foram aportados por poucos estudos e por uma metanálise pequena embora haja outros maiores que indicam o mesmo.
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