Amputação, uma das variáveis de pior prognóstico

Título original: Lower Extremity Amputation: Factors Associated With Mortality or Contralateral Amputation Referência: Samir K. Shah, et; al. Vascular and Endovascular Surgery 2013:47 (8):608-613.

A doença vascular periférica associa-se a lesões tróficas com perda de tecido levando em muitas ocasiões à amputação, das quais em torno de 50% correspondem à amputações maiores. Analisaram-se 454 amputações realizadas em 391 ptes, 63 foram contralaterais. A maioria dos ptes tinham recebido um procedimento prévio à amputação, que por regra geral foi angioplastia

A amputação índice foi 70% transtibial e 30% transfemoral. A mortalidade a 30 dias logo da amputação foi de 9.2%, sendo a 1, 2 y 5 anos de 30%, 40% e 56% respectivamente, com uma sobrevida média de 25.4 meses. As variáveis associadas à mortalidade foram a idade, diálise, alto risco cardíaco e amputação transfemoral ou transtibial. A necessidade de diálise e o alto risco cardíaco relacionaram-se com amputação contralateral. 

A única variável que produziu proteção contra a morte foi a intervenção no membro contralateral. A sobrevida livre de amputação contralateral a 1, 2 e 5 anos foi de 60%, 49% e 33% respectivamente. Associaram-se com um risco aumentado de amputação contralateral a idade e o moderado ou alto risco cardíaco, tendo a intervenção em tal membro um efeito protetor. 

Conclusão 

Os pacientes com doença vascular periférica avançada que requerem amputação de um de seus membros inferiores têm uma diminuição de sua sobrevida e uma taxa importante de amputação do membro contralateral. A idade e a diálise são fatores que predispõem à amputação. Estes dados favorecem as estratégias para melhorar a preservação do membro. 

Comentário 

A amputação está associada com uma má evolução a curto prazo e aumenta o risco de se repetir no outro membro. É necessário otimizar o tratamento médico e a educação do paciente e sua família para prevenir ou evitar as lesões tróficas. É muito importante antes de indicá-la realizar um estudo angiográfico e tentar  revascularizar o membro da melhor maneira possível, uma ou várias vezes, antes de tomar a decisão final. 

Gentileza Dr Carlos Fava
Cardiologista Intervencionista
Fundação Favaloro
Argentina 

Dr. Carlos Fava para SOLACI.ORG

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