Angioplastia primária com stents farmacológicos de 2° geração

Título original: Stent thrombosis with second-generation drug-eluting stents compared with bare-metal stents: Network meta-analysis of primary percutaneous coronary intervention trials in ST-segment–elevation myocardial infarction. Referência: Circ Cardiovasc Interv. 2013; Epub ahead of print.

Para comparar a segurança e eficácia dos stents farmacológicos (DES) de 2° geração vs os stents convencionais (BMS) no contexto da angioplastia primária foi realizada esta meta análise que incluiu 21 trabalhos com todos os tipos de stents (DES de 1° geração, DES de 2° geração e BMS) para esta indicação. 

No total, estes 21 estudos somaram 12866 pacientes com 2 trabalhos que contribuíram evidência direta (DES de 2° geração vs BMS) e 19 trabalhos com evidência indireta (15 que compararam DES de 1° geração vs BMS e 4 que compararam DES de 1° geração vs 2° geração).

Tanto a 30 dias (OR 0.36; IC 95% 0.15 a 0.82) como ao ano (OR 0.49; IC 95%, 0.30 a 0.79) a incidência de trombose intrastent resultou significativamente menor com os DES de 2° geração comparado com os BMS.

Similar à trombose, o ré infarto (OR 0.3; IC 95%, 0.17 a 0.54) e a revascularização (OR 0.54; IC 95%, 0.80 a 0.98)  também resultaram menores ao ano com os DES de 2° geração. A mortalidade porém, não mostrou diferenças significativas tanto aos 30 dias como ao ano entre os 2 dispositivos.

Conclusão:

Esta meta análise de estudos randomizados em angioplastia primária demonstrou uma menor incidência de trombose do stent, infarto de miocárdio e revascularização do vaso alvo com os stents farmacológicos de 2° geração comparado com os stents convencionais.

Comentário editorial

Este trabalho tem limitações metodológicas, basicamente que a evidência direta surge de somente 2 trabalhos sendo o resto dos dados indiretos. Também foi uma limitação, o fato de considerar dentro dos DES de 2° geração a aqueles com polímero permanente e com polímero bio absorvível que tal vez poderiam ter segurança e  eficácia diferentes (embora a evidência disponível do NEXT trial sugira o contrário).

SOLACI.ORG

Mais artigos deste autor

ACC 2026 | Estudo PRO-TAVI: Diferir a angioplastia coronariana em pacientes submetidos a TAVI

A doença coronariana é frequente em pacientes com estenose aórtica severa candidatos a TAVI. As atuais diretrizes recomendam considerar a revascularização em lesões coronarianas...

ACC 2026 | Estudo ALL-RISE: Avalição fisiológica coronariana mediante FFRangio

A avaliação fisiológica coronariana mediante guias de pressão (FFR/iFR) conta com recomendação classe IA nas diretrizes ACC/AHA; contudo, sua utilização continua sendo limitada devido...

ACC 2026 | CHIP-BCIS3: utilização de Impella como suporte na PCI coronariana complexa de alto risco

A utilização de suporte ventricular percutâneo durante a PCI complexa de alto risco foi proposta como uma estratégia para prevenir a deterioração hemodinâmica em...

ACC 2026 | ORBITA-CTO: PCI em oclusões totais crônicas e angina estável. O estudo randomizado que nos faltava?

A angioplastia (PCI) das oclusões totais crônicas (CTO) continua sendo um terreno de debate no contexto da angina estável, com persistente incerteza em seu...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

ACC 2026 | Protect The Head-To-Head Trial: comparação randomizada entre o sistema de proteção embólica Emboliner versus o Sentinel durante TAVI

O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico continua sendo uma das complicações mais temidas do TAVI, com uma incidência relativamente baixa, mas persistente, de 2–4%,...

ACC 2026 | Estudo PRO-TAVI: Diferir a angioplastia coronariana em pacientes submetidos a TAVI

A doença coronariana é frequente em pacientes com estenose aórtica severa candidatos a TAVI. As atuais diretrizes recomendam considerar a revascularização em lesões coronarianas...

ACC 2026 | Estudo ALL-RISE: Avalição fisiológica coronariana mediante FFRangio

A avaliação fisiológica coronariana mediante guias de pressão (FFR/iFR) conta com recomendação classe IA nas diretrizes ACC/AHA; contudo, sua utilização continua sendo limitada devido...