Modelos europeos de telemedicina, como el servicio finlandés Medilux, permiten realizar consultas médicas online mediante un cuestionario clínico, sin acudir a una consulta presencial.

Angiografia coronariana não planejada após o TAVI: incidência, preditores e resultados

A importância de avaliar a doença coronariana em pacientes submetidos a implante percutâneo da valva aórtica (TAVR) é bem conhecida devido à sua alta prevalência nessa população. Em alguns casos, no entanto, os pacientes desenvolvem doença coronariana que requer revascularização percutânea. Dita necessidade pode se ver comprometida pela dificuldade de efetuar a canalização das coronárias após o TAVR, especialmente em situações de urgência como as síndromes coronarianas agudas. 

Identificar os pacientes com maior risco de necessitar uma angiografia coronariana depois do TAVR poderia otimizar as estratégias de manejo do implante valvar aórtico (por exemplo, acesso coronariano, alinhamento comissural) e definir o momento ideal para a revascularização (por exemplo, ATC prévia ao TAVR). Tal consideração é ainda mais relevante devido à crescente indicação de TAVR em pacientes mais jovens e com menos comorbidades, que poderiam requerer uma angiografia coronariana não planejada muito depois do procedimento valvar. 

O objetivo deste estudo retrospectivo foi analisar a incidência, os preditores e os resultados clínicos associados à angiografia coronariana em pacientes hospitalizados submetidos a TAVR. Também foi desenvolvido um modelo preditivo para determinar a necessidade de uma angiografia coronariana posterior. 

O desfecho primário (DP) foi a incidência de angiografia coronariana invasiva não planejada posterior ao TAVR, excluindo os pacientes nos quais o Heart Team tinha programado uma angiografia ou ATC pós-TAVR, bem como aqueles que foram submetidos a uma angiografia durante o procedimento. 

Leia também: Preditores de sucesso no uso de litotripsia intravascular em lesões coronarianas calcificadas

Foram analisados 1444 pacientes. A idade média foi de 81 anos e a maioria dos participantes eram homens. 6,7% foram submetidos a uma angiografia coronariana não planejada posterior ao TAVI, 45% durante o primeiro ano. A indicação mais frequente foi a síndrome coronariana aguda, que ocorreu em 3,3% do total. Os pacientes com doença coronariana pré-operatória (50,1%) apresentaram uma incidência significativamente maior de angiografia não planejada (10,5 % vs. 2,9 %; p < 0,001) em comparação com outros.

Leia também: TAVR Unload: TAVI em estenose aórtica moderada e deterioração da função ventricular.

Na análise multivariável, os fatores associados com uma maior probabilidade de angiografia não planejada foram: 

  • Idade >75 anos (HR: 0,46; IC de 95%: 0,30-0,71; p < 0,001)
  • Gradiente valvar aórtico médio (HR: 0,82; IC de 95%: 0,68-0,98; p = 0,031)
  • Diálise (HR: 2,68; IC de 95%: 1,07-6,74; p = 0,036)
  • Doença coronariana (HR: 2,96; IC de 95%: 1,76-4,98; p < 0,001)

Os modelos multivariáveis apresentaram áreas abaixo da curva de 0,71 a 0,77 para a predição de 5 anos após angiografia não planejada.

Conclusão

Aproximadamente 1 de cada 15 pacientes submetidos a TAVR poderia requerer uma angiografia coronariana não planejada, sendo a síndrome coronariana aguda a indicação mais frequente. É essencial compreender e abordar integralmente o manejo da doença coronariana nesses pacientes, considerando a crescente necessidade de atenção ao longo da vida. A possibilidade de angiografia não planejada deveria fazer parte do processo de tomada de decisões clínicas para otimizar os resultados. 

Título Original: Incidence, Predictors, and Outcomes of Unplanned Coronary Angiography After Transcatheter Aortic Valve Replacement.

Referência: Asa Phichaphop, MD et al JACCCardiovascInterv.2025;18:217–225.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Dr. Andrés Rodríguez
Dr. Andrés Rodríguez
Membro do Conselho Editorial da solaci.org

Mais artigos deste autor

Influência das técnicas “cusp-overlap” e “coplanar” de três cúspides sobre os distúrbios de condução de novo após o TAVI

Os distúrbios de condução de novo continuam a ser uma das complicações mais frequentes após o implante transcateter da valva aórtica (TAVI), associando-se a...

KISS Trial: no stent provisional em bifurcações coronarianas que não são do tronco, menos é mais?

A angioplastia coronariana de bifurcações representa um dos cenários técnicos mais frequentes e desafiadores da cardiologia intervencionista. Entre 15% e 20% dos procedimentos coronarianos...

Acesso radial complexo: um protocolo de quatro passos para superar loops e tortuosidades

O acesso radial é, atualmente, a estratégia de escolha para a cinecoronariografia e para as intervenções coronarianas percutâneas devido a sua menor taxa de...

Oclusão percutânea de regurgitação paravalvar em pacientes de alto risco: resultados clínicos e impacto da regurgitação residual

A regurgitação paravalvar (PVL, por suas siglas em inglês) é uma complicação relativamente frequente após a substituição valvar (5–18% global; 2–10% em posição aórtica...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Influência das técnicas “cusp-overlap” e “coplanar” de três cúspides sobre os distúrbios de condução de novo após o TAVI

Os distúrbios de condução de novo continuam a ser uma das complicações mais frequentes após o implante transcateter da valva aórtica (TAVI), associando-se a...

Tudo o que deixaram as Jornadas Panamá 2026

Atualização científica, workshops práticos e forte participação regional na Cidade do Panamá As LIV Jornadas SOLACI Panamá 2026 reuniram especialistas em cardiologia intervencionista, fellows, técnicos...

Veja as melhores imagens das Jornadas Panamá 2026

Reviva os momentos mais marcantes das Jornadas Panamá 2026, realizadas nos dias 8 e 9 de maio de 2026, no Hotel Megapolis, na Cidade...