Por que deveríamos utilizar IVUS nas lesões coronarianas complexas

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

IVUS nas lesões coronarianas complexasOs stents farmacológicos (DES) demonstraram seu benefício em termos de reestenose em comparação como os stents convencionais (BMS). Muitas das vantagens do DES dependem de um correto implante, especialmente em lesões complexas.

 

Nas lesões complexas, a utilização de ultrassonografia intravascular coronariana (IVUS) nos proporciona muita informação sobre o comprimento da lesão, o diâmetro correto do vaso, o grau de calcificação, a morfologia da placa, etc. Apesar de toda a utilidade conhecida do IVUS, sabemos que é subutilizado, tanto nos países em desenvolvimento quanto nos desenvolvidos.

 

Esta metanálise incluiu 8 estudos randomizados de pacientes com lesões complexas (longas ou que requereram ≥4 stents, vasos pequenos, bifurcações ou oclusões totais crônicas) e que tiveram pelo menos um ano de seguimento.

 

Em total, foram analisados 3.276 pacientes, dos quais 1.635 foram guiados com IVUS e 1.671 apenas com angiografia. Não houve heterogeneidade entre as populações. O seguimento foi de 1,4 anos ± 5 anos.

 

Os eventos adversos combinados diminuíram em torno de 36% com a utilização de IVUS (6,5% vs. 10,5%; p = 0,0001), assim como a taxa de revascularização da lesão (5,5% vs. 9,2%; p = 0,007) e uma tendência a menor incidência de morte cardiovascular. Não foram observadas diferenças em eventos como trombose de stent e morte por qualquer causa.

 

A angioplastia com DES guiada por IVUS ofereceu grande benefício na redução de eventos combinados em pacientes cursando uma síndrome coronariana aguda, diabéticos ou os que apresentavam lesões longas.

 

Conclusão

A presente metanálise demonstra uma significativa redução de eventos combinados e revascularização na angioplastia guiada por IVUS com implante de DES nas lesões coronarianas complexas.

 

Comentário editorial

Com os dados deste estudo fica exposto o fato de que nas lesões coronarianas complexas a utilização do IVUS diminui o MACE a expensas das reintervenções, especialmente nas populações de maior risco. De posse dessa informação, deveríamos começar a utilizá-lo com maior frequência.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava. Fundação Favaloro, Buenos Aires, Argentina.

 

Título original: Intravascular ultrasound-guided vs angiography-guided drug-eluting stent implantation in complex coronary lesions: Meta-analisis of randomized trial.

Referência: Chirag Bavishi et al, Am Heart J 2017;185:26-34.


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