TCT 2025 | TUXEDO-2: Struts ultrafinos versus Xience em pacientes diabéticos com doença multivascular

É bem conhecido que pacientes diabéticos submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP) apresentam doença coronariana mais extensa, com comprometimento multivascular e lesões complexas. Essa população tem alto risco de reestenose e trombose devido à resposta proliferativa exacerbada, maior ativação plaquetária e disfunção endotelial. O estudo TUXEDO-1 demonstrou piores resultados com o stent liberador de paclitaxel (TAXUS) em comparação ao stent liberador de everolimus (XIENCE) em pacientes diabéticos com doença de um único vaso. 

No entanto, a tecnologia dos stents farmacológicos evoluiu, reduzindo as taxas de reestenose, trombose e infarto. Ainda assim, os resultados dos stents de struts ultrafinos de nova geração em pacientes diabéticos com doença multivascular permanecem incertos.

O objetivo do TUXEDO-2 foi comparar os desfechos clínicos entre um stent de struts ultrafinos liberador de sirolimus com polímero biodegradável (SUPRAFLEX CRUZ BP-SES) e um stent liberador de everolimus com polímero durável (XIENCE DP-EES).

O desfecho primário (DP) foi a falha do vaso tratado (TVF) em 1 ano, definida como morte cardíaca, infarto do vaso tratado (TV-MI) ou revascularização da lesão tratada guiada por isquemia (ID-TLR). O desfecho secundário (DS) incluiu todas as variáveis do DP, além de infarto não fatal, mortalidade total e trombose do stent.

Leia também: TCT 2025 | INVEST-CTO: Eficácia e segurança de uma estratégia planejada de intervenção em CTO de alto risco.

Foram randomizados 1.800 pacientes: 901 para BP-SES e 899 para DP-EES. A idade média foi de 60 anos, com predominância masculina. A apresentação clínica mais comum foi infarto agudo do miocárdio (58%), seguido por síndrome coronariana crônica (21%). O escore SYNTAX médio foi 17 (a maioria <22) e 85% apresentavam doença de três vasos. A artéria mais acometida foi a descendente anterior, seguida da circunflexa e da coronária direita.

Em relação aos resultados, o DP ocorreu em 7,92% dos pacientes com BP-SES versus 8,75% com DP-EES, cumprindo o critério de não inferioridade (p para não inferioridade = 0,005). Não houve diferenças significativas no DS entre os grupos.

Conclusão

Em pacientes diabéticos com doença coronariana multivascular, os stents de struts ultrafinos SUPRAFLEX CRUZ (BP-SES) demonstraram não inferioridade em relação aos XIENCE (DP-EES) em termos de TVF em 1 ano, oferecendo segurança e eficácia em uma população de alto risco.

Referência: Upendra Kaul, MD. TCT 2025. The Ultra-Thin strUt versus XiencE in a Diabetic pOpulation with Multi-vessel Disease – 2 (TUXEDO-2 India Study) Randomised Trial.


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Dr. Andrés Rodríguez
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