AIDA STEMI MRI: Abciximab intracoronariano em contraste com endovenoso na angioplastia primária. Análise com Ressonância Magnética no estudo AIDA

Fundamentos: Recentes meta-análises demonstraram os benefícios da administração de abciximab intracoronariano em comparação com o endovenoso (A-EV). Embora o Estudo AIDA não tenha demonstrado o mencionado benefício ao analisar o desfecho combinado de morte, reinfarto e insuficiência cardíaca congestiva, demonstrou de fato uma diminuição da ICC em forma isolada no grupo que recebeu o abciximab intracoronariano. 

Nesta ocasião, os autores do estudo AIDA (Lancet 2012; 379, 923-31) relatam um subestudo em pacientes no qual avaliaram mediante ressonância magnética cardíaca o benefício da infusão intracoronariana em termos de dimensão do infarto, a obstrução microvascular e a função ventricular.

Métodos e Resultados: 22 centros da Alemanha foram incluídos no ensaio, dos quais oito participaram desse subestudo. As imagens foram avaliadas por um laboratório central independente e foram consideradas a presença de edema e/ou hemorragia, margem do endocárdio, obstrução microvascular, área do infarto e margem epicárdica. Os eventos analisados incluíram a área de miocárdio em risco, porcentagem de miocárdio infartado, indicador e total de miocárdio a salvo. Em relação às características da linha de base dos pacientes e medicamentos relacionados ao procedimento, não houve diferença entre os grupos. Em todos os eventos analisados não foram detectadas diferenças entre os grupos (área de miocárdio em risco 35% em ambos os grupos, tamanho do infarto 16% em contraste com 17%, p=0,52, indicador de miocárdio a salvo 52% em contraste com 50%, p=0,25; obstrução microvascular 47% em contraste com 52%, p=0,19 e hemorragia 32% em contraste com 37%, p=0,19, fração de ejeção 51% em contraste com 50%, p=0,95 para os grupos intracoronariano e endovenoso, respectivamente).

Conclusões: Este estudo avaliou mediante ressonância magnética em um grupo de pacientes com IAM com Supra ST, a infusão intracoronariana e a endovenosa de abciximab foram equivalentes em relação ao dano miocárdico e à lesão de reperfusão.

Comentário editorial: Embora a priori exista evidência que falaria a favor da via intracoronariana, este estudo com parâmetros duros de dano tissular não demonstrou benefício de uma via sobre a outra. 


Jochen Woehrle.
2012-10-25

Título original: AIDA STEMI MRI: Cardiac MRI Substudy from a Prospective, Randomized Trial of Intracoronary Abciximab in Patients with ST-Segment Elevation Myocardial Infarction

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