ABSORV em longo prazo e em lesões da prática cotidiana

absorv abbottEste trabalho relata o resultado de um ano do BVS Expand registry. Muitos estudos provaram a segurança e a factibilidade da plataforma bioabsorvível eluidora de everolimus ABSORB (Abbott Vascular, Santa Clara, Califórnia), mas os dados de médio e longo prazo são limitados e apenas para lesões simples.

 

Este é um registro prospectivo de um único centro para avaliar a performance do ABSORB em lesões representativas da prática cotidiana, tais como:

  • Lesões calcificadas.
  • Oclusões totais.
  • Lesões longas.
  • Vasos pequenos.

 

O critério de inclusão consistiu na seleção de pacientes que se apresentassem com infarto no ST, angina estável ou instável ou isquemia silente causada por lesões estenóticas de novo em coronárias nativas.

 

O desfecho primário foram os eventos adversos cardiovasculares maiores (MACE) definidos como uma combinação de:

  • Morte cardíaca.
  • Infarto agudo do miocárdio.
  • Revascularização da lesão alvo.

 

Entre setembro de 2012 e janeiro de 2015 foram incluídos 249 pacientes com 335 lesões. O número médio de plataformas por pacientes foi de 1,79 ± 1,15. Foram utilizadas imagens invasivas para implantar a plataforma em 39% dos pacientes.

 

O seguimento médio foi de 622 dias (376 a 734) e utilizou-se Kaplan-Meier no seguimento de 18 meses.

  • A taxa de MACE foi de 6,8%.
  • A taxa de morte cardíaca foi de 1,8%.
  • A taxa de infarto agudo do miocárdio foi de 5,2%.
  • A taxa de revascularização da lesão foi de 4,0%. A trombose definitiva da plataforma foi de 1,9%.

 

Conclusão

Em pacientes e lesões complexas, a plataforma ABSORB mostrou um desempenho de longo prazo aceitável. Não foram observados casos de trombose precoce.

 

Título original: Mid- to Long-Term Clinical Outcomes of Patients Treated With the Everolimus-Eluting Bioresorbable Vascular ScaffoldThe BVS Expand Registry.

Referência: Cordula M. Felix et al. J Am Coll Cardiol Intv. 2016;9(16):1652-1663.

 

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

 

 

Mais artigos deste autor

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...

Heparina pré-hospitalar no SCACEST: uma estratégia segura que proporciona maior reperfusão precoce

A reperfusão precoce continua sendo o principal determinante prognóstico nos pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do ST (SCACEST). Embora a angioplastia...

Rupturas de placa en artérias não culpadas: seguimento com imagens intravasculares

A ruptura de placa continua sendo um dos mecanismos fisiopatológicos mais importantes nas síndromes coronarianas agudas. No entanto, nem todas as rupturas se manifestam...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Técnica UNICORN para prevenir a obstrução coronariana durante o TAVI: resultados iniciais de um estudo multicêntrico

A obstrução coronariana é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente catastrófica, do implante transcateter da valva aórtica (TAVI), especialmente em procedimentos valve-in-valve, TAV-in-TAV ou...

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

Supera vs. Eluvia em lesões femorpoplíteas calcificadas com calcificação severa

A calcificação seveera continua sendo um dos principais preditores de reestenose e de necessidade de novas revascularizações após o tratamento endovascular da doença femoropoplítea....