A terapia de resincronização não é beneficiosa em pacientes com insuficiência cardíaca e QRS estreito

A terapia de resincronização ha mostrado benefícios reduzindo a mobilidade e a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca  QRS largo. Muitos pacientes com insuficiência cardíaca apresentam dissincronia mecânica e isto poderia ser melhorado com a resincronização.

A utilização de resincronização “off label” em estudos observacionais e estudos pequenos randomizados fez com que surgisse a necessidade de um trabalho grande que avalizasse esta prática.

O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos sobre a morbilidade e a mortalidade do implante de um cardiodesfibrilador com resincronizador em pacientes com deterioro moderado a severo da função sistólica do ventrículo esquerdo, QRS estreito (

Todos os pacientes recebiam tratamento médico optimizado e estavam em CF III-IV nos últimos 3 meses. Foram randomizados no total 809 pacientes e não foram observadas diferenças com relação ao critério de avaliação primário (morte e rehospitalização por insuficiência cardíaca). A mortalidade por todas as causas foi maior no grupo submetido a resincronização (HR 1,81 IC 1,11 – 2,93 p=0,02).

 Conclusão:

 

O implante de um cardiodesfibrilador mais resincronizador em pacientes com insuficiência cardíaca, QRS estreito e dissincronia por ecocardiograma não melhora o objetivo primário de eficácia e poderia aumentar a mortalidade.

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Johannes Holzmeister
2013-09-03

Título original: Cardiac-Resynchronization Therapy in Heart Failure with a Narrow QRS Complex.

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