Redução espontânea da insuficiência aórtica paravalvar com a prótese autoexpansível

Título original: Regression of Paravalvular Aortic Regurgitation and Remodeling of Self-Expanding Transcatheter Aortic Valve. An Observation From the CoreValve U.S. Pivotal Trial. Referência: Jae K. Oh et al. J Am Coll Cardiol Img. 2015, online first.

O objetivo deste estudo foi descrever a história natural e o significado clínico da insuficiência aórtica paravalvar depois do implante da válvula aórtica autoexpansível CoreValve.

Já foi feita a descrição da regressão da insuficiência aórtica com o tempo, mas os mecanismos deste fenômeno não estão ainda completamente dilucidados.

Foram analisados os pacientes com estenose aórtica severa incluídos no estudo multicêntrico CoreValve U.S. Pivotal Trial (Safety and Efficacy Study of the Medtronic CoreValve System in the Treatment of Symptomatic Severe Aortic Stenosis in High Risk and Very High Risk Subjects Who Need Aortic Valve Replacement) com seguimento – tanto clínico como ecocardiográfico seriado – de um ano. A válvula autoexpansível foi implantada em 634 pacientes com uma idade média de 82,7 ± 8,4 anos.

Depois das medições do ecocardiograma prévio à alta e de outro ecocardiograma realizado a um mês do procedimento, observou-se uma melhora significativa da velocidade no nível da válvula, do gradiente médio e do pertuito efetivo (2,08 ± 0,45 m/s vs. 1,99 ± 0,46 m/s; p < 0,0001, 9,7 ± 4,4 mm Hg vs. 8,9 ± 4,6 mm Hg; p < 0,0001 e 1,78 ± 0,51 cm2 vs. 1,85 ± 0,58 cm2; p = 0,03, respectivamente). Esta melhora de todos os parâmetros se sustentou durante o período de seguimento (1 ano).

Quando receberam alta, 36 pacientes desta série apresentavam insuficiência aórtica paravalvar de moderada a severa, dos quais 30 (83%) melhoraram a insuficiência em pelo menos um grau (exemplo de severa a moderada).

Conclusão
Observou-se uma melhora significativa dos parâmetros hemodinâmicos assim como regressão da insuficiência aórtica paravalvar depois de um ano de seguimento comparado com o observado imediatamente depois da alta.
É possível que estas mudanças estejam associadas ao remodelamento da válvula e a sua contínua expansão pela estrutura de nitinol.

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