Devemos fazer a melhor revascularização coronariana antes do TAVI

A presença de doença coronariana em pacientes com estenose aórtica é alta, e ronda os 50%-70% dos casos. Isso gera um grande desafio na estratégia a escolher e nas ações que podemos realizar.

Debemos hacer la mejor revasculirazión coronaria previo al TAVIEmbora esteja demonstrado que a revascularização completa (RC) é benéfica, muitas vezes é difícil alcançá-la. Ao contrário, realizando uma revascularização incompleta aceitável (RIA) deveríamos ter uma melhor evolução (e similar à RC) que com a revascularização incompleta (RI) definida por um SYNTAX Score Residual (SSR) > 8 no TAVI. Ainda existe, no entanto, informação contraditória no TAVI.

 

Foi feita uma metanálise com 3.107 pacientes de 6 estudos com um seguimento que variou entre 0,7 a 3 anos, comparando-se a mortalidade entre os que não apresentavam doença, RIA e RI.


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A RI se associou a uma maior mortalidade global quando comparada com o resto dos grupos. A ausência de doença coronariana revelou uma menor mortalidade comparada com a RI (OR 1,85; 95% CI 1.42-2,240; p < 0,01), com a RIA (OR 1,69; 95% CI 1,26-2,28; p < 0,001) ou com ambos os grupos combinados (OR 1,71; 95% CI 1,36-2,16; p < 0,001).

 

Nos pacientes submetidos a RIA não foram observadas diferenças com os que não apresentavam doença coronariana (OR 1,11; 95% CI 0,89-1,39; p = 0,33).

 

Conclusão

Estes resultados sugerem que nos pacientes com doença coronariana que vão receber TAVI a revascularização guiada pelo SSR talvez traga benefícios significativos em termos de mortalidade. A revascularização adequada nos oferece uma grande oportunidade de melhorar o prognóstico dos pacientes.

 

Comentário

Estes dados nos sugerem que devemos nos esforçar para obter a melhor revascularização (em um ou mais procedimentos) naqueles pacientes que apresentam doença coronariana significativa e que são candidatos a TAVI.

 

Contudo, devemos saber que com a indicação atual enfrentamo-nos a um grande desafio devido ao fato de se tratar de um grupo de alto risco onde a maioria dos pacientes são idosos. Isso implica um maior perigo nas angioplastias complexas que muitas vezes devemos realizar, motivo pelo qual devemos ser mais cuidadosos com o volume de contraste a utilizar nos procedimentos, com as complicações vasculares e com o sangramento (o que está bastante assegurado pela utilização do acesso radial).

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

 

Título original: Impact of Coronary Artery Revascularization Completeness on Outcomes of patients With Coronary Artery disease Undergoing Transcatheter Aortic Valve Replacement. A Meta-analysis of Studies Using the residual SYNTAX Score (Synergy Between PCI With Taxus and Cardiac Surgery).

Referência: Guy Witberg, et al . Circ cardiovasc Interv 2018;11:e006000.DOI: 10.1161.


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