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É possível que angiografia coronariana substitua a CCG na avaliação das coronárias prévia ao TAVI?

A doença coronariana coexiste em aproximadamente a metade dos pacientes candidatos ao TAVI, o que torna necessária sua avaliação antes do procedimento. A coronariografia continua sendo o padrão de referência; contudo, a angiografia coronariana realizada por tomografia computadorizada demonstrou uma alta precisão para descartar doença coronariana significativa e poderia reduzir a necessidade de estudos invasivos. 

Em tal contexto, os autores realizaram uma revisão sistemática e uma metanálise para avaliar se a angiotomografia coronariana prévia ao TAVI pode guiar de maneira segura a avaliação das coronárias e diminuir o uso de coronariografia convencional. 

Foram identificadas 1570 publicações, dentre as quais 5 estudos cumpriram com os critérios de inclusão para a análise final, todos com design de coorte e seguimento de um ano. Em total foram analisados 3073 pacientes: 1573 avaliados com angiotomografia coronariana e 1500 com coronariografia.

A idade média foi de 80,7 ± 7,3 anos; 47,1% da população se compôs de mulheres e a prevalência de doença coronariana foi de 48,95%. Na maioria dos estudos, apenas os pacientes com estenose proximal superior a 70%, lesão de tronco superior a 50% ou resultados não diagnósticos na angiotomografia foram encaminhados a coronariografia. 

Angiotomografía coronariana prévia ao TAVI: reduz mais de 50% as coronariografias invasivas sem aumentar eventos clínicos em um ano

A utilização de angiotomografia permitiu evitar a coronariografia em 54,3% dos pacientes e se associou a uma redução significativa da angioplastia coronariana planejada prévia ao TAVI (OR: 0,17; IC de 95%: 0,03–0,91; p = 0,03). Em termos absolutos, 10,7% do grupo avaliado com angiotomografia foi submetido a angioplastia prévia ao TAVI vs. 27,9% do grupo avaliado com coronariografia. 

Lea también: Valve-in-valve em bioprótesis aórticas pequenas: balão-expansível ou autoexpansível? Resultados de seguimento de 3 anos do estudo LYTEN.

Não foram observadas diferenças significativas em termos de eventos clínicos maiores. A mortalidade cardíaca, o infarto, a mortalidade total, os eventos cardiovasculares maiores e a necessidade de revascularização posterior ao TAVI foram similares entre as duas estratégias. A prevalência de eventos foi baixa e comparável, com taxas de mortalidade total de 8,7% no grupo de angiotomografia e de 8,9% no grupo de coronariografia (p = 0,41); a de eventos cardiovasculares maiores foi de 10,8% e 12,8%, respectivamente (p = 0,55). 

Conclusão: CCTA como estratégia inicial segura na avaliação das coronárias antes do TAVI

A avaliação coronariana prévia ao TAVI mediante angiotomografia permite evitar a coronariografia em mais da metade dos pacientes e se associa a resultados clínicos comparáveis à estratégia invasiva de rotina em seguimento de um ano. A angiotomografia pode ser considerada uma estratégia inicial segura para descartar doença coronariana significativa em pacientes selecionados. No entanto, a evidência disponível provém de um número limitado de estudos observacionais e requer confirmação mediante ensaios randomizados de maior magnitude. 

Título Original: Pre-TAVI CT Angiography for Coronary Artery Disease Assessment: A Systematic Review and Meta-Analysis of Clinical Outcomes.


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