Perda de expectativa de vida após a substituição cirúrgica da valva aórtica

Este trabalho constatou uma expectativa de vida mais curta nos pacientes após uma cirurgia de substituição da valva aórtica em comparação com a população geral. Esta perda de expectativa de vida foi significativa, especialmente nos mais jovens. Estes resultados nos dão uma informação muito importante para aconselhar nossos pacientes antes e depois da cirurgia.

Remodelado miocárdico reverso luego del reemplazo valvular

Este é um estudo observacional de coorte de todo um país para avaliar a longo prazo a sobrevida relativa e a eventual perda de expectativa de vida após uma cirurgia de substituição da valva aórtica.

O estudo incluiu 23.528 pacientes do registro SWEDEHEART (Swedish Web-system for Enhancement and Development of Evidence-based care in Heart disease Evaluated According to Recommended Therapies) que foram submetidos a cirurgia de substituição da valva aórtica com ou sem revascularização miocárdica concomitante na Suécia entre 1995 e 2013. A expectativa de vida da população geral da Suécia foi estimada e emparelhada por sexo, idade e ano da cirurgia.

Em 19 anos observou-se uma sobrevida de 21% para uma esperada de 34%, com uma sobrevida relativa de 63%. A perda de expectativa de vida foi de 1,9 anos para a população do estudo, mas variou com a idade. Aqueles pacientes ≥ 80 anos só perderam 0,4 anos vs. 4,4 anos dos < 50 anos.


Leia também: Implicações clínicas das novas diretrizes de Hipertensão Arterial.


Não houve diferenças entre homens e mulheres.

Conclusão

Os pacientes que são submetidos a substituição cirúrgica da valva aórtica perdem expectativa de vida em comparação com a população geral de maneira significativa e isso pode ser observado de maneira mais contundente na população mais jovem. Esta informação é relevante para balizar nossa orientação aos pacientes antes e depois da cirurgia.

Título original: Loss in Life Expectancy After Surgical Aortic Valve Replacement. SWEDEHEART Study.

Referencia: Natalie Glaser et al. J Am Coll Cardiol 2019;74:26–33.


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