A ATP em lesões femoropoplíteas longas apresenta resultados razoáveis

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

Aproximadamente a metade das lesões tratadas em território periférico correspondem à região femoropoplítea. Um dos obstáculos a serem transpostos são as lesões longas que, além de se relacionarem com maior mortalidade e morbidade, implicam um desafio no momento de realizar a revascularização. 

Nuevas estrategias en el territorio femoropoplíteo

Com o atual desenvolvimento dos stents de nitinol e a maior experiência dos operadores, a angioplastia passou a ser uma opção plausível, mas ainda dispomos de poucos estudos randomizados que ofereçam informação mais robusta. 

Foram randomizados 103 pacientes com lesões TASC II C e D. Dentre eles, 50 receberam ATP com stent autoexpansível de nitinol e 53 receberam pontes femoropoplíteas. 

Os grupos foram similares, tendo sido a idade média de 69 anos e a porcentagem de homens majoritária. A presença de doença coronariana foi maior no grupo ATP. 


Leia também: Os DES e os DEB apresentam resultados similares no território femoropoplíteo.


Não houve diferenças no comprimento das lesões ou na classificação de Rutherford. 49% dos pacientes apresentavam isquemia crítica. 

O sucesso técnico foi maior naqueles pacientes que foram submetidos a cirurgia (87% vs. 100%; p = 0,006). Em 13% dos pacientes que foram submetidos a ATP não foi factível fazer o cruzamento da lesão. 

Em 24 meses de seguimento não houve diferenças na taxa de preservação do membro, sobrevida ou complicações. A perviedade primária e secundária foi de 60% e 72% para os que receberam stents e de 56% e 73% no grupo submetido a cirurgia. Não houve diferenças em relação à revascularização da lesão tratada.


Leia também: Alerta da FDA sobre balões e stents farmacológicos em território femoropoplíteo.


Além disso, houve melhoras no índice tornozelo-braço em ambos os grupos e o mesmo pode ser dito para o tempo de cicatrização das feridas, sem diferenças entre os grupos. 

A melhora clínica foi maior nos pacientes submetidos a cirurgia. 

Conclusão

Não houve diferenças significativas na perviedade, preservação do membro ou nas complicações em dois anos de seguimento. O sucesso técnico e a melhora clínica foram significativamente maiores nos pacientes que receberam ponte femoropoplítea. Os resultados nos pacientes que receberam angioplastia nas lesões femoropoplíteas de até 30 cm talvez seja razoável. Devemos esperar o seguimento a médio e longo prazo. 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

Título Original: Nitinol Stent Versus Bypass in Long Femoropopliteal Lesions.  2-Year Results of a Randomized Controlled Trial.

Referência: Florian K. Enzmann, et al J Am Coll Cardiol Intv 2019 Article in press.


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