5 anos do FAST-MI: se os tempos não podem ser cumpridos é melhor trombolizar

Uma grande proporção de pacientes recebe angioplastia primária fora dos tempos recomendados pelas diretrizes da prática clínica. Esses pacientes têm pior resultado em 5 anos em comparação com aqueles que recebem uma estratégia fármaco-invasiva. 

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As diretrizes de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST recomendam a angioplastia primária como estratégia preferencial de escolha dentro dos 120 minutos de feito o eletrocardiograma diagnóstico. Caso isso não seja possível é preferível indicar trombolíticos. No entanto, existe pouca evidência direta que respalde a anterior recomendação. 

Este trabalho, que proximamente será publicado no European Heart Journal, tem como objetivo ver os resultados em 5 anos da angioplastia primária precoce vs. angioplastia primária com necessidade de encaminhar a outro centro vs. uma estratégia fármaco-invasiva (trombolizar primeiro e imediatamente depois encaminhar o paciente a um centro com capacidade realizar a angioplastia primária). 


Leia também: Coronavírus | Protocolo de gestão de salas de cardiologia intervencionista durante o surto de COVID-19.


De 4250 pacientes cursando um infarto com supradesnivelamento do segmento ST entre 2005 e 2010, somente 2942 consultaram dentro das 12 horas de iniciados os sintomas. Entre estes últimos pacientes, 54% receberam angioplastia primária dentro dos 120 minutos do primeiro contato médio, 28% após os 120 minutos e 28% receberam fibrinolíticos. 

A sobrevida em 5 anos foi melhor para a estratégia fármaco-invasiva (89,8%) em comparação com o grupo que recebeu angioplastia primária depois dos 120 minutos (79,5%; HR 1,51). Até mesmo trombolizar precocemente os pacientes deu tão bons resultados quanto realizar a angioplastia primária no tempo adequado (mortalidade 89,9% vs. 88,2%; HR 1,02)

Os resultados continuaram sendo concordantes após os múltiplos ajustes. 

Conclusão

Um número significativo de pacientes recebeu angioplastia primária sem importar os limites estabelecidos pelas diretrizes da prática clínica. Ditos pacientes tratados depois dos 120 minutos do primeiro contato médico têm pior prognóstico que aqueles que recebem trombolíticos imediatamente. 

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Título original: Five-year outcomes following timely primary percutaneous intervention, late primary percutaneous intervention, or a pharmacoinvasive strategy ST-segment elevation myocardial infarction: the FAST-MI programme. 

Referência: Nicolas Danchin et al. European Heart Journal, article in press.


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