Resultados do estudo COMPARE em 2 anos: balões recobertos de paclitaxel com baixas doses vs. altas doses

O desenvolvimento de novos dispositivos e técnicas permitiu expandir o espectro de pacientes que se beneficiam com o tratamento endovascular das lesões femoropoplíteas. Os dispositivos eluidores de paclitaxel melhoraram os resultados clínicos e a perviedade dos vasos tratados no seguimento em comparação com a angioplastia convencional. Atualmente encontram-se disponíveis no mercado diferentes dispositivos com distintas doses de paclitaxel. 

Resultados del estudio COMPARE a 2 años: Balones cubiertos de Paclitaxel con bajas dosis vs altas dosis

O estudo COMPARE (Compare I Pilot Study for the Treatment of Subjects With Symptomatic Femoropopliteal Artery Disease) comparou balões recobertos de paclitaxel em baixas doses (Ranger) vs. altas doses (IN-PACT) e demonstrou que as primeiras não foram inferiores no que se refere à efetividade e à segurança em 1 ano. 

O objetivo deste estudo prospectivo e multicêntrico foi avaliar os resultados de eficácia e segurança em 2 anos. 

O desfecho primário foi a ausência de revascularização do vaso tratado guiado pela clínica ou reestenose avaliada por Doppler. Além disso, foi analisado um desfecho de segurança e resultados clínicos. 

Foram analisados 414 pacientes, randomizados entre o grupo de doses baixas vs. doses altas. A idade média foi de 68 anos e a maioria eram homens. A forma de apresentação clínica mais frequente foi classe III de Rutherford. Não houve diferenças entre os dois grupos no que se refere às características das lesões tratadas (comprimento da lesão, porcentagem de oclusões crônicas e grau de calcificação). Tampouco houve diferenças entre o sucesso técnico e o do procedimento. 

Leia também: A insuficiência renal após a reparação borda a borda tricúspide tem impacto no prognóstico.

Em 2 anos a taxa de perviedade foi de 70% para o grupo de baixas doses e de 71% para o grupo de altas doses (p = 0,96). Não houve diferenças em termos de mortalidade por todas as causas e de revascularização guiada pela clínica. 

Conclusão

Este estudo demonstrou um efeito sustentável e comparável no tratamento das lesões femoropoplíteas entre balões recobertos com baixas doses de paclitaxel e com altas doses de paclitaxel com relação à alta perviedade do vaso tratado e à necessidade de revascularização em 2 anos. 

Dr. Andrés Rodríguez.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Low-Dose vs High-Dose Paclitaxel-Coated Balloons for Femoropopliteal Lesions 2-Year Results From the COMPARE Trial.

Referência: Sabine Steiner, MD et al J Am Coll Cardiol Intv 2022.


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