CoreValve vs Edwards. Resultados equivalentes ao ano

Título original: Transcatheter Aortic Valve Implantation With the Edwards SAPIEN Versus the Medtronic CoreValve Revalving System Devices. A Multicenter Collaborative Study: The PRAGMATIC Plus Initiative (Pooled-RotterdAm-Milano-Toulouse In Collaboration). Referência: Alaide Chieffo et al. J Am Coll Cardiol 2013;61:830–6.

Desde a introdução da substituição valvular aórtica percutânea (TAVR), 2 dispositivos têm sido os mais utilizados. Por um lado a válvula auto-expansível de nitinol e pericárdio suíno CoreValve (Medtronic Inc., Minneapolis, Minnesota) e pelo outro, a válvula balão expansível de cromo cobalto e pericárdio suíno Edwards SAPIEN/SAPIEN XT (Edwards Lifesciences, Irvine, California). O objetivo deste registro multicêntrico foi comparar os resultados de ambas válvulas aos 30 dias e ao ano de acordo com os critérios do Valve Academic Research Consortium (VARC). 

A eleição da válvula foi a critério do cirurgião e só foram analisados os pacientes (ptes) que receberam acesso femoral. Trataram-se no total 793 ptes dos quais 453 (57.1%) receberam CoreValve e 340 (42.9%) Edwards. Para ajustar as caraterísticas de base da população utilizou-se o propensity-score ficando para analisar 204 ptes em cada grupo. Não foram observadas diferenças significativas aos 30 dias na válvula CoreValve e na Edwards tanto em mortalidade global (8.8% vs. 6.4%; p=0.352), mortalidade cardiovascular (6.9% vs. 6.4%; p=0.842), infarto espontâneo (0.5% vs. 1.5%; p=0.339), stroke (2.9% vs. 1%; p=0.174), complicações vasculares (9.3% vs. 12.3%; p=0.340) o sangramento maior (13.7% vs. 8.8%; p=0.120). Também não houve diferenças com o grau de insuficiência aórtica moderada a severa residual. 

A única diferença significativa a 30 dias foi a maior necessidade de marca-passos definitivo para a CoreValve (22.5% vs. 5.9%; p<0.001). Ao ano a mortalidade global resultou similar entre ambas válvulas (Core Valve 16.2% vs. Edwards 12.3%; p=0.266).

Conclusão: 

Não se observaram diferenças entre a válvula CoreValve e a válvula Edwards aos 30 dias o ao ano com a exceção de uma maior necessidade de marca-passos definitivo para CoreValve.

Comentário editorial: 

Embora o stroke global foi de aproximadamente de 2.5% e não foi diferente entre ambas válvulas, a incidência foi claramente maior quando houve embolização da válvula o houve necessidade de uma segunda. Seguramente um sistema de liberação que permita a recaptura reposicionamento melhoraria a incidência de stroke em ambas. A insuficiência aórtica moderada a severa nesta série, bem como no resto das séries, foi associado a pior prognóstico ao ano, este também é um ponto que devem melhorar ambas. Sem dúvida, um estudo randomizado que as comparasse nos daria as respostas definitivas. 

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