TTM: Hipotermia pós parada cardíaca não oferece benefícios

Estudos prévios avaliaram a hipotermia terapêutica (32°C a 34°C por 12 a 24 horas) em pacientes que permanecem inconscientes pós ressuscitação de uma parada cardíaca demonstrando melhora na sobrevida e na recuperação neurológica. Sem embargo, a temperatura ideal não está estabelecida.

O presente estudo recrutou 950 pacientes em 36 centros da Europa e Austrália e os randomizou a hipotermia (33°C) ou normotermia. O critério de avaliação primário foi a morte por todas as causas e o secundário uma combinação de morte e disfunção neurológica a 180 dias.

O critério de avaliação primário ocorreu em 50% do grupo hipotermia e em 48% do grupo normotermia (HR 1,06; IC 95% 0,89-1,28; p= 0,51). Os resultados para o critério de avaliação secundário também foram similares.

Conclusao:

 

Em sobreviventes inconscientes de uma parada cardíaca extra hospitalar a hipotermia a uma temperatura de 33°C não outorga benefícios vs a normotermia.

Artigo original


Niklas Nielsen
2013-11-17

Título original: TTM trial: Targeted Temperature Management at 33°C versus 36°C after Cardiac Arrest

Mais artigos deste autor

Hipotermia leve na fase pré hospitalar logo de umas parada cardíaca

A hipotermia na fase hospitalar a 32-34°C melhora a evolução neurológica dos pacientes reanimados logo de uma fibrilação ventricular fora do ambiente hospitalar. Em...

NIAMI: Infusão de nitroprusiato prévio à angioplastia primária

O fenômeno de injuria de reperfusão é responsável por 50% do tamanho final do infarto. Vários agentes farmacológicos e não farmacológicos administrados antes ou...

CATIS: A redução imediata da pressão arterial não demonstrou benefício no stroke agudo

Está demonstrado que a hipertensão arterial está associada à ocorrência de acidente vascular cerebral, no entanto, o tratamento imediato da mesma durante um stroke...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Inflamação depois do TAVI: um objetivo terapêutico emergente?

Os distúrbios de condução e a necessidade de implante de marca-passo definitivo continuam sendo complicações frequentes após o TAVI, com uma incidência próxima de...

Programa SPYRAL: resultados do seguimento de 3 anos de pacientes tratados com denervação renal

A hipertensão arterial constitui o principal fator de risco modificável para a doença cardiovascular e continua representando um importante desafio para a saúde pública...

Obstrução coronariana no TAVI: um novo índice volumétrico a ser considerado

A obstrução coronariana durante o TAVI é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente devastadora, especialmente em procedimentos valve-in-valve, em anatomias com seios de Valsalva...