Crest-2 Registry: a angioplastia carotídea apresenta uma baixa taxa de mortalidade e AVC

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

Nos estudos modernos a angioplastia carotídea (CAS) tem demonstrado ser equivalente à cirurgia (CEA) em termos de desfechos compostos de AVC periprocedimento, morte, infarto agudo do miocárdio e AVC ipsilateral tardio. Isso foi demonstrado em grupos tratados com operadores treinados. 

Protrusión de placa en angioplastia carotidea ¿Qué riesgo implica y cómo prevenirlo?

No CREST-2 Registry (C2R) foram incluídos 2.141 pacientes, realizando-se 2.219 procedimentos de CAS em 98 centros dos Estados Unidos com 187 operadores. 

A idade média foi de 67,8 anos, 65,3% dos incluídos foram homens, houve uma alta prevalência de fatores de risco e 55,1% foram assintomáticos. A obstrução foi de 84% e o comprimento foi de 21 mm. 

Os procedimentos foram realizados em 45,5% dos casos por cardiologistas intervencionistas, em 23,5% por cirurgiões vasculares, em 13,4% por radiologistas/neurorradiologistas intervencionistas, em 12,3% por neurocirurgiões e em 5,3% por neurologistas intervencionistas.


Leia também: Novo dispositivo para ter maior proteção na angioplastia carotídea


Todos os procedimentos foram realizados com stents e sistemas de proteção aprovados pela FDA; 94,1% dos procedimentos foram realizados com anestesia local. 

Na evolução em 30 dias a taxa global de AVC e morte foi de 2%, sendo 1,4% para os assintomáticos e 2,8% para os sintomáticos. 

Conclusão

O C2R é o primeiro registro de angioplastia carotídea com copatrocínio do Governo Federal e da indústria. As angioplastias carotídeas foram realizadas por operadores experientes com uma seleção apropriada de pacientes e uma técnica ótima. Em dito entorno e com tal grupo de intervencionistas foi alcançada uma baixa taxa de AVC e morte periprocedimento em pacientes sintomáticos e assintomáticos. 

Gentileza do Dr. Carlos Fava.

Título Original: Quality Assurance for Carotid Stenting in the CREST-2 Registry.

Referência: Brajesh K. Lal. J Am Coll Cardiol 2019;74:3071–9.


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