Impacto sobre mortalidade com Rivaroxabana após a alta

Estender a duração da profilaxia tromboembólica com rivaroxabana em pacientes que foram hospitalizados por condições clínicas reduz em 28% os eventos fatais e tromboembólicos maiores sem pagar por isso um preço em sangramentos maiores.

Impacto sobre mortalidad con rivaroxaban al alta

Os pacientes hospitalizados por condições clínicas correm o risco de apresentarem eventos tromboembólicos, motivo pelo qual a profilaxia durante a internação (em geral com heparinas de baixo peso molecular) está dentro dos padrões de tratamento.

Não estava claro até o momento se estender a duração da profilaxia primária poderia evitar eventos tromboembólicos ou, ao contrário, se seria um risco injustificado de sangramentos.

O estudo MARINER (A Study of Rivaroxaban on the Venous Thromboembolic Risk in Post-Hospital Discharge Patients) incluiu pacientes que requereram internação por condições clínicas e que além disso apresentavam fatores de risco para trombose.

Foram randomizados de maneira duplo-cega 4909 pacientes a rivaroxabana 10 mg por dia por 45 dias após a alta e 4913 pacientes a placebo.


Leia também: ACC 2020 Virtual | PRONOMOS: Rivaroxaban superior a la enoxaparina en cirugías ortopédicas.


O desfecho combinado de eficácia (trombose venosa sintomática, infarto do miocárdio, AVC isquêmico e morte cardiovascular) ocorreu em 1,28% dos pacientes que receberam rivaroxabana vs. 1,77% dos que receberam placebo (HR 0,72; IC 95%: 0,52 a 1,00; p = 0,049). A diferença de sangramentos maiores não foi significativa (grupo rivaroxabana 0,27% vs. 0,18%; p = 0,398).

Conclusão

Estender a duração da profilaxia primária com rivaroxiabana por 45 dias após a alta reduziu em 28% a taxa de eventos fatais e tromboembólicos maiores sem aumentar o sangramento.

Título original: Post-Discharge Prophylaxis With Rivaroxaban Reduces Fatal and Major Thromboembolic Events in Medically Ill Patients.

Referência: Alex C. Spyropoulos et al. J Am Coll Cardiol 2020;75:3140–7. https://doi.org/10.1016/j.jacc.2020.04.071.


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