Os novos balões eluidores de sirolimus são também efetivos

O desenvolvimento tecnológico dos novos stents eluidores de fármacos tem permitido tratar pacientes cada vez mais complexos, implantando mais stents, de maior comprimento e com reestenoses de aproximadamente 10%.

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Dito cenário gera um grande desafio: continuar implantando stents ou, por outro lado, utilizar os balões eluidores de sirolimus. Não contamos com informação suficiente sobre qual dessas alternativas proporciona uma melhor performance. 

Este é o primeiro estudo randomizado que comparou os balões eluidores de sirolimus (SCB) com os eluidores de paclitaxel (PCB) na reestenose intrastent. 

Foram incluídos 101 pacientes. Dentre eles, 50 foram submetidos a ATC com SCB e 51 com PCB. 

O desfecho primário do seguimento de 6 meses foi o Late Lumen Loss (LLL) mediante angiografia quantitativa.  

Não houve diferença entre as populações: 80% da população esteve composta por homens, 57% com diabetes e 35% com admissão por angina instável. Tampouco houve diferenças angiográficas no resultado final do procedimento. 

Leia também: Devemos fazer testes funcionais na ATC de alto risco?

Em 6 meses de seguimento não houve diferenças no DP (LLL 0,25 ± 0,57 mm em PCB vs. 0,26 ± 0,60 mm em SCB).

No seguimento de 12 meses não houve diferenças em termos de morte, infarto, revascularização guiada por isquemia ou reestenose. 

Conclusão

Este é o primeiro estudo no qual foram comparados os novos balões eluidores de sirolimus com cobertura cristalina com os balões eluidores de paclitaxel. O trabalho mostrou uma evolução similar em termos angiográficos e clínicos no tratamento da reestenose intrastent por stents eluidores de fármacos. 

Dr. Carlos Fava - Consejo Editorial SOLACI

Dr. Carlos Fava.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Combined Analysis of Two Parallel Randomized Trials of Sirolimus-Coated and Paclitaxel-Coated Balloons in Coronary In-Stent Restenosis Lesions.

Referência: Bruno Scheller,et al. Circ Cardiovasc Interv. 2022;15:e012305. DOI:10.1161/CIRCINTERVENTIONS.122.012305.


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