A avaliação fisiológica é eficaz na tomada de decisões para a realização de uma angioplastia coronariana (PCI). No entanto, apesar da evidência disponível, seu uso continua sendo limitado. A tecnologia AngioFFR oferece uma abordagem mais simples, já que permite realizar uma análise direta da angiografia sem necessidade de diretrizes específicas.
Além de sua função diagnóstica, o uso do AngioFFR poderia ser útil para otimizar a PCI, do mesmo modo que o uso do IVUS, que também é empregado com o mesmo fim (PCI otimizada).
O objetivo do estudo foi comparar a eficácia da PCI guiada por AngioFFR e por IVUS em pacientes com estenose angiograficamente significativas.
Foi desenhado um estudo de não inferioridade com o desfecho primário (DP) composto por mortalidade, infarto agudo do miocárdio (IAM) ou revascularização em 12 meses. Os eventos secundários incluíram o DP em 24 meses e 60 meses, falha do vaso (TVF), mortalidade por todas as causas e qualquer tipo de revascularização.
Foram incluídos 1872 pacientes de 22 centros chineses. Os pacientes apresentavam estenose ≥ 50% em um vaso de ≥ 2,5 mm. Foram excluídas lesões de enxerto, lesões de tronco comum, lesões totais crônicas (CTO) e aquelas não avaliáveis mediante AngioFFR (como pontes musculares, tortuosidades severas, sobreposição severa ou má qualidade de imagem).
Foi feita PCI das lesões com AngioFFR ≤ 0,8 ou uma área luminal mínima (MLA) ≤ 3 mm² ou entre 3-4 mm² com uma carga de placa (PB) > 70%. Considerou-se PCI otimizada quando o AngioFFR pós-procedimento foi ≥ 0,88, ao passo que, no caso do IVUS, considerou-se otimização quando a área mínima de secção (MAS) foi ≥ 5,5 mm² e a PB de borda ≤ 55%.
A idade média foi de 66 anos, 67,4% dos pacientes eram homens e 59% apresentavam síndrome coronariana aguda. 73,9% dos pacientes foram submetidos a PCI guiada por AngioFFR e 83,1% PCI guiada por IVUS. O índice de Syntax médio foi de 9.
No tocante ao DP, o grupo de AngioFFR apresentou 6,3% de eventos, ao passo que o grupo de IVUS apresentou 6%, com um “p” de não inferioridade de 0,022. Não foram observadas diferenças significativas nos eventos individuais do desfecho primário nem nas análises de subgrupos pré-especificados.
Conclusão
Em pacientes com doença coronariana não complexa, a estratégia de PCI guiada e otimizada por AngioFFR não foi inferior à avaliação por IVUS no DP avaliado de 12 meses.
Apresentado pelo Jian’an Wang en Late-Breaking Clinical Trials, ACC 25, 30 de marzo, Chicago, EE.UU.
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