Resultados a longo prazo de T-stenting de rotina vs. provisional para bifurcações coronárias de novo: resultados a cinco anos do estudo BBK-I

Título original: “Long-term outcomes of routine versus provisional T-stenting for de novo coronary bifurcation lesions: five-year results of the Bifurcations Bad Krozingen I study”. Autores: Miroslaw Ferenc, MD; Mohamed Ayoub, MD; Hans-Joachim Büttner, MD; Michael Gick, MD; Thomas Comberg, MD; Jürgen Rothe, MD; Christian M. Valina, MD; Willibald Hochholzer, MD; Franz-Josef Neumann, MD. Division of Cardiology and Angiology II, University Heart Center Freiburg – Bad Krozingen, Bad Krozingen, Germany. Referência: Ferenc M et al | EuroIntervention 2015;11:856-859.

Gentileza do Dr. Santiago F. Coroleu. 
Instituto de Cardiologia Santiago del Estero, Argentina

Previamente foram publicados os resultados a nove meses e dois anos do estudo BBK-I, que comparou T-stenting provisional (GRUPO 1) versus T-stenting de rotina (GRUPO 2) em lesões de bifurcação coronária de novo, sem encontrar diferenças significativas entre as estratégias. No presente relatório se analisa o seguimento a cinco anos do mesmo estudo.

Em resumo, foram incluídos 202 pacientes (101 pacientes em cada grupo), todos tratados com stent eluidor de sirolimus de primeira geração (Cypher®), analisando a “target-lesion-revascularization” (TLR) como desfecho primário de eficácia e a stent trombosis (ST) como desfecho primário de segurança. Além disso, analisaram-se morte, IAM e MACE (morte IAM e TLR).

RESULTADOS Grupo 1 (%) Grupo 2 (%) Valor de p
TLR 16,2 16,3 0,97
MACE 22,8 22,9 0,91
Morte e IAM 9,9 13,9 0,40
ST 2,0 5,1 0,25

 

Os autores concluem que tal como evidenciado no seguimento de nove meses e de dois anos, o uso de T-stenting de rotina não oferece benefício sobre o T-stenting provisional com relação à TLR ou MACE a cinco anos de seguimento.

Comentário editorial, dados a destacar:

1. Em todos os casos, em ambos os grupos, realizou-se kissing balloon final.
2. No grupo T-stenting de rotina o primeiro stent colocado foi sempre o stent do vaso principal.
3. Indicou-se dupla antiagregação durante seis meses a todos os pacientes e aspirina por tempo indeterminado depois desse período.
4. 75% dos procedimentos envolveram bifurcação DA-diagonal.
5. 68% dos procedimentos se realizou sobre verdadeiras bifurcações.
6. 3 pacientes (2,97%) não receberam o stent no vaso secundário no grupo 1 por não ter sido possível posicionar o stent.
7. 19 pacientes (18,8%) receberam stent no vaso secundário no grupo 2; 14 por estenose residual ≥75% e 5 por dissecção limitante do fluxo.
8. Embora não tenha havido diferenças estatisticamente significativas em nenhum dos desfechos, em todos houve tendência favorável para o grupo provisional.
9. Como subanálise (não estipulada no trabalho) observou-se que os pacientes que apresentavam pior evolução eram os que tinham sido incluídos no grupo provisional e que necessitaram implante de segundo stent.
10. O estudo foi realizado unicamente com stent de primeira geração.
11. Mostra pequena, com poder para avaliar os resultados angiográficos, mas não os clínicos.
12. Os resultados apresentados coincidem com os recentemente publicados do NORDIC-I, no qual se evidencia pior evolução nos pacientes com “double-stent-technique”.

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