Balão liberador de drogas, uma alternativa válida para tratar a reestenose intrastent da artéria femoral superficial

Título original: Drug-Eluting Balloon for Treatment of Superficial Femoral Artery In-Stent Restenosis Referência: Eugenio Stabile et al. Journal of the American College of Cardiology 60:1739–42 (2012)

Balão liberador de drogas, uma alternativa válida para tratar a reestenose intrastent da artéria femoral superficial 

Este registro prospectivo incluiu 39 pacientes que receberam angioplastia com balão liberador de Paclitaxel (IN.PACT, Medtronic, Mineápolis, Minnesota) por reestenose intrastent na artéria femoral superficial. A extensão média tratada foi de 82,9 +/- 78,9 mm, o que exigiu o uso de dois balões com droga por paciente. Em todos foi utilizada proteção distal tipo filtro. O procedimento foi bem-sucedido em todos os pacientes. No acompanhamento em um ano, o 92,1% foram considerados livres de angina e com ausência de reestenose por Doppler.

Conclusão: 

Os balões medicamentosos são eficazes para tratar a reestenose intrastent na artéria femoral superficial.

Comentário editorial

Este estudo, que tem como limitadores a falta de grupo de controle e a pequena amostra de pacientes, mostra resultados encorajadores que deveriam ser confirmados com estudos randomizados em comparação com o balão convencional. Chama a atenção a utilização de filtro de proteção distal que somado ao custo dos balões medicamentosos torna muito difícil a sua utilização na prática habitual.

Dr. Gustavo Hidalgo

Mais artigos deste autor

Endoleaks após reparo endovascular de aneurisma aórtico complexo: sempre voltar a intervir ou monitorar com CTA?

O reparo endovascular de aneurismas toracoabdominais que requerem uma selagem acima das artérias renais, com preservação dos vasos viscerais mediante dispositivos fenestrados e/ou com...

Um novo paradigma na estenose carotídea assintomática? Resultados unificados do ensaio CREST-2

A estenose carotídea severa assintomática continua sendo um tema de debate diante da otimização do tratamento médico intensivo (TMO) e a disponibilidade de técnicas...

Impacto da Pressão Arterial Sistólica Basal nas Alterações Pressóricas após a Denervação Renal

A denervação renal (RDN) é uma terapia recomendada pelas diretrizes para reduzir a pressão arterial em pacientes com hipertensão não controlada, embora ainda existam...

Hipertrigliceridemia como fator-chave no desenvolvimento do aneurisma de aorta abdominal: evidência genética e experimental

O aneurisma de aorta abdominal (AAA) é uma patologia vascular de alta mortalidade, sem opções farmacológicas efetivas e com um risco de ruptura que...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Endoleaks após reparo endovascular de aneurisma aórtico complexo: sempre voltar a intervir ou monitorar com CTA?

O reparo endovascular de aneurismas toracoabdominais que requerem uma selagem acima das artérias renais, com preservação dos vasos viscerais mediante dispositivos fenestrados e/ou com...

É seguro usar fármacos cronotrópicos negativos de forma precoce após o TAVI?

O TAVI está associado a uma incidência relevante de distúrbios do sistema de condução e ao desenvolvimento de bloqueios atrioventriculares que podem requerer o...

Risco cardiovascular a longo prazo em pacientes com ANOCA: uma realidade clínica a considerar?

A angina crônica estável (ACE) continua sendo um dos motivos mais frequentes de encaminhamento a coronariografia diagnóstica (CCG). Em uma proporção significativa desses pacientes...