Pontuação de risco para angioplastia carotídea

Título original: Risk Prediction for Adverse Events After Carotid Artery Stenting in Higher Surgical Risk Patients Referência: Neil J. Wimmer et al. 2012;43: 3218-3224 Stroke.

Há muitos pacientes com alto risco cirúrgico para endarterectomia carotídea seja por anatomia desfavorável, comorbidades, ou ambas. Nesta situação, a angioplastia carotídea é uma opção terapêutica; no entanto, nenhuma pontuação foi desenvolvida para predizer eventos desse grupo específico. 

A população do estudo vem de pacientes que não foram randomizados para SAPPHIRE (stent e angioplastia com proteção em pacientes com alto risco para endarterectomia) e ingressaram em um registro prospectivo. O objetivo foi desenvolver e validar uma pontuação para predizer morte e AVC após 30 dias em pacientes que receberam angioplastia carotídea e que eram de alto risco cirúrgico para endarterectomia. Foram incluídos no total 10.186 pacientes, entre 2006 e 2010, dos quais 29,8% apresentavam lesões sintomáticas e todos eram de alto risco para cirurgia. Após 30 dias foi observado 1,2 % de mortalidade (123 pacientes) e 3% de AVC (301 pacientes) dos quais surgiram os 10 preditores independente no modelo final. 

Conclusão: 

Foi validada e desenvolvida uma pontuação que prevê a morte e acidente vascular cerebral em 30 dias em pacientes que receberam angioplastia carotídea e que tinham alto risco para endarterectomia.

Comentário editorial: 

É uma pontuação com rápida e fácil a aplicação clínica que pode nos ajudar em uma decisão difícil ao lado do leito do paciente. A validade externa é questionável visto que em todos os pacientes foi usado o mesmo filtro e stent (ANGIOGUARD + PRECISE). Todos os pacientes receberam angioplastia carotídea além do risco, todos estavam descartados para cirurgia e o tratamento médico não era uma opção, portanto a pontuação seria limitada para decidir entre diferentes estratégias terapêuticas.

SOLACI.ORG

Mais artigos deste autor

Estratégias terapêuticas diante do achado de um trombo carotídeo: evidência e controvérsias

O trombo carotídeo flutuante (cFFT) é uma entidade pouco frequente e de alto risco embólico, associada a eventos neurológicos agudos como o AVC ou...

ACC 2026 | Estudio SirPAD: angioplastia com balão eluidor de sirolimo em doença arterial infrainguinal

Os balões recobertos com paclitaxel demonstraram melhorar a perviedade na doença arterial periférica (DAP), embora persistam interrogantes em termos de segurança e aplicabilidade em...

ACC 2026 | HI-PEITHO: estratégia dirigida por cateter (EKOS) em pacientes com TEP agudo de risco intermediário

O tratamento do TEP de risco intermediário continua sendo um cenário de incerteza terapêutica. O estudo inicial PEITHO (2014) demonstrou uma redução da deterioração...

ACVC 2026 | Registro FLASH coorte europeia: trombectomia mecânica em TEP

O manejo do tromboembolismo pulmonar (TEP) de risco intermediário-alto e alto continua sendo uma área de incerteza terapêutica, especialmente em pacientes com disfunção do...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Estratégias terapêuticas diante do achado de um trombo carotídeo: evidência e controvérsias

O trombo carotídeo flutuante (cFFT) é uma entidade pouco frequente e de alto risco embólico, associada a eventos neurológicos agudos como o AVC ou...

As duas caras da mesma moeda: o que nos ensinam os ensaios CHAMPION-AF e CLOSURE-AF sobre a oclusão do apêndice atrial esquerdo?

Carta de leitor: Juan Manuel Pérez Asorey A oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo (LAAO) passa hoje por um dos momentos mais interessantes de sua...

CLOSURE-AF: oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo versus tratamento médico em fibrilação atrial

A oclusão percutânea do apêndice atrial esquerdo é proposta como uma alternativa à anticoagulação em pacientes com fibrilação atrial e alto risco hemorrágico, embora...