Estratégias futuras para evitar a reestenose e trombose de stent

Título original: Endothelial cell repopulation after stenting determines in-stent neointima formation: effects of bare-metal vs. drug-eluting stents and genetic endothelial cell modification. Referência: Douglas G et al. European Heart Journal doi:10.1093/eurheartj/ehs240

Modelos experimentais de lesão vascular têm mostrado que a taxa de de repovoamento de células endoteliais pós-lesão é um fator crítico na determinação do subsequente formação neointimal como se presume de uma potencial estratégia terapêutica. 

Este estudo utiliza um inovador modelo murino de stent para avaliar repovoamento das células endoteliais apósimplante de stent para comparar a resposta de stentsmedicamentosos com uma modificação genética primária para melhorar a função das células endoteliais.

Um inovador modelo murino de stent consistindo de um stent simples de metal (BMS, na sigla em inglês) ouimplantação destent revestido com paclitaxel (PES) em camundongos ApoE ou transgênicos ApoE foi usada para avaliar o repovoamento das células endoteliais e formação neointimal após 28 dias por meio de coloração X-Gal ou a tomografia de coerência óptica (OCT).Os camundongos transgênicos ApoE com superexpressãoendotelial específica de GTP-cicloidrolase 1 (GCH-Tg), usados como um modelo da função celular endotelial melhorada e aumento da produção de NO, foram submetidos à implantação deBMS e comparados com ninhadasApoE que foram submetidas à implantação de BMS ou PES.

A implantação de stent resultou na quase completa desnudação do endotélio, mas foi seguido por repovoamento de células endoteliais por células provenientes tanto da medula óssea e quanto das células progenitoras endoteliais da vasculatura adjacente.Camundongos ApoE que foram submetidos a PES apresentaram repovoamento menor de células endoteliais e formação neointimal reduzida do que os camundongos ApoEque foram submetidos a BMS (154,2 contra 238,5 núcleos/mm, p= 0,018 e 0,24

Mais artigos deste autor

Técnica UNICORN para prevenir a obstrução coronariana durante o TAVI: resultados iniciais de um estudo multicêntrico

A obstrução coronariana é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente catastrófica, do implante transcateter da valva aórtica (TAVI), especialmente em procedimentos valve-in-valve, TAV-in-TAV ou...

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...

Resultados hemodinâmicos do reparo borda a borda em insuficiência mitral degenerativa e funcional

O reparo mitral transcateter borda a borda (M-TEER) se consolidou como uma opção terapêutica para a valvopatia mitral. Entre as técnicas disponíveis, o M-TEER...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Técnica UNICORN para prevenir a obstrução coronariana durante o TAVI: resultados iniciais de um estudo multicêntrico

A obstrução coronariana é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente catastrófica, do implante transcateter da valva aórtica (TAVI), especialmente em procedimentos valve-in-valve, TAV-in-TAV ou...

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

Supera vs. Eluvia em lesões femorpoplíteas calcificadas com calcificação severa

A calcificação seveera continua sendo um dos principais preditores de reestenose e de necessidade de novas revascularizações após o tratamento endovascular da doença femoropoplítea....