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Em pacientes diabéticos os stents liberadores de Everolimus poderiam ser melhores que os liberadores de Paclitaxel

Título original: Safety and Efficacy of Everolimus-Eluting Stents Versus Paclitaxel-Eluting Stents in a Diabetic Population Referência: Ana Laynez et, al. Catheterization and Cardiovascular Intervention 81:759-765 (2013)

Os stents liberadores de everolimus já foram comparados com os liberadores de paclitaxel na população geral apresentando-se superiores principalmente em termos de revascularização e trombose intrastent

No entanto, estes dados não estavam tão claros no subgrupo de pacientes diabéticos. Este registro incluiu 968 pacientes diabéticos consecutivos dos quais 580 receberam stent liberador de Paclitaxel (PES), TAXUS (Boston Scientific Corporation, Natick, MA) e 338 pacientes receberam o stent liberador de Everolimus (EES), Xience V (Abbott Vascular, Santa Ana, CA) ou Promus (Boston Scientific Corporation, Natick, MA).

O tipo de stent a ser implantado esteve a critério do operador. O sucesso angiográfico foi similar e elevado em ambos os grupos, apresentando o grupo que recebeu PES lesões mais complexas que exigiram para seu tratamento mais e maior comprimento de stents, mais utilização de inibidor da glicoproteína IIbIIIa e de ultrassonografia intravascular coronariana. No análise crua em 30 dias, os pacientes que receberam PES apresentaram maior TLR- MACE (4,2% em contraste com 1,3% p=0,02) e TVR- MACE (4,3% contra 1,8% p=0,02). No acompanhamento em médio prazo os pacientes que receberam PES apresentaram maior mortalidade cardíaca tanto em 6 meses (3,8% contra 1% p=0,02) como em um ano (4,8% contra 1% p=0,02).

Após realizar o ajuste para as diferentes variáveis, não foi observada diferença significativa em termos de TLR-MACE entre os dois grupos (HR: 1,05, 95% CI: 0,70–1,57, p= 0,80). 8 pacientes apresentaram trombose do stent, todos eles haviam recebido PES (quatro trombose agudas, 3 subagudas e uma trombose tardia).

Conclusão

Nos pacientes diabéticos, a utilização de stent liberador de everolimus comparado com stent liberador de paclitaxel foi associada a uma menor taxa de trombose do stent e uma taxa similar da combinação de morte, infarto e revascularização da lesão em um ano depois do ajuste.

Comentário: 

Com a limitação de ser retrospectivo, de um só centro e que a escolha do stent esteve a critério do operador, este estudo agrega algo de informação sobre os resultados dos stents liberadores de everolimus nos diabéticos. Tanto o SPIRIT IV como o COMPARE incluíram relativamente poucos diabéticos o que só permitiu alguma análise de subgrupos com resultados não concludentes, e embora os do presente estudo tampouco o sejam, somam informação à prévia. 

Cortesia do Dr. Carlos Fava.
Cardiologista Intervencionista
Fundação Favaloro. Argentina. 

Dr. Carlos Fava para SOLACI.ORG

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