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A redução do Blush em um vaso não responsável é marcador de prognóstico em aqueles que recebem angioplastia ao vaso culpado.

Título original: Impact of Nonculprit Vessel Myocardial Perfusion on Outcomes of Patients Undergoing Percutaneos Coronary OIntervention for Acute Coronary Síndromes. Analysis From ACUITY Trial. Referência: Alexandra Lansky, et al. JAAC Cardiovascular Intervention 2014,7:266-275

Nas síndromes coronárias agudas sem elevação do segmento ST (SCA NST) está demonstrado que a revascularização do vaso culpado é benéfica, mas não está clara ainda a estratégia e evolução de outras lesões. Neste sub estudo angiográfico do estudo ACUITY analisaram-se 3626 pacientes com SCA NST de moderado ou alto risco com lesão de 3 vasos que receberam angioplastia.

O desfecho final primário a 30 dias e um ano foi o composto de morte de qualquer causa, infarto, revascularização não planejada justificada por isquemia e sangramento maior não relacionado à cirurgia. Em 3426 ptes (89.5%) nos quais foram analisadas as lesões não culpadas, 10.9% apresentavam Blush 0/1, 13.9% Blush 2 e 75.2% Blush 3.

Os que apresentavam Blush diminuído na lesão não culpada eram mais idosos, diabéticos, hipertensos, com antecedente de angioplastia prévia e com lesões mais complexas. O desfecho final primário a 30 dias e 12 meses foi maior no grupo com Blush diminuído do vaso não culpado.

Os preditores a 12 meses de morte/infarto foram: lesão não culpada com Blush 0/1, infarto prévio, insuficiência renal, bio marcadores positivos, o comprometimento do segmento ST e a doença de 3 vasos. Em aqueles nos quais o vaso culpado foi revascularizado obtendo um fluxo adequado, o fato de apresentar um Blush 0/1 no vaso não culpado foi preditor de mortalidade. 

Conclusão

A redução da perfusão miocárdica no vaso não culpado associa-se a um incremento, a curto e longo prazos, de mortalidade nos pacientes que ingressam com um infarto sem elevação do segmento ST. Nos pacientes que recebem angioplastia, o Blush diminuído no vaso não culpado foi capaz de estratificar o risco em aqueles nos quais foi conseguido um fluxo conservado do vaso responsável.

Comentário editorial

Este sub estudo nos mostra que neste grupo de pacientes é muito importante avaliar o resto das lesões ao momento da toma de decisões, sendo um pouco mais agressivo com a revascularização, já que  se trata de um grupo com mais comorbidades e maior ameaça do miocárdio por isquemia, resultando em uma pior evolução futura.

Cortesia Dr. Carlos Fava
Cardiologista Intervencionista
Fundación Favaloro
Argentina

Dr. Carlos Fava para SOLACI.ORG

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