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Angioplastia a tronco de artéria coronária esquerda na protegida em lós diferentes síndromes coronárias

Título original: Comparative Outcomes After Unprotected Left Main Stem Percutaneous Coronary Intervention: A National Linked Cohort Study of 5,065 Acute and Elective Cases From the BCIS Registry (British Cardiovascular Intervention Society). Referência: Sami S. Almudarra, et al. JACC Cardiovasc Interv 2014;7:717-30

O CRM é o tratamento preferido para a lesão do tronco da artéria coronária esquerda (TCE), mas na prática contemporânea da intervenção (PCI) do TCE na protegida é um fato comum, sua evolução nas síndromes coronárias não foi bem descritos. 

5.065 pacientes foram analisados e submetidos à PCI do TCE entre 2005 e 2010 incluídos no registro prospectivo dos British Cardiovascular Intervention Society. Do total, 784 (15,5%) foram internados tendo um infarto com elevação do segmento ST (STEMI), 2.381 (47%) Infarto sem Supradesnivelamento de ST (NSTEMI) e 1900 (37,5%) eram pacientes com angina estável crónica (ACE). Além TCE foi realizada PCI de múltiplos vasos em 76,2% dos pacientes com IAM, em 72,6% do STEMI e 69,8% dos pacientes com ACE. Stents farmacológicos foram utilizados no 59,4%, 71,1% e 77,8%, respectivamente. O IVUS e FFR são mais frequentemente usados em pacientes agendados para ACE.

A mortalidade aos 30 dias e um ano, foi de 28,3% e 37,6%, respectivamente, no contexto de IAM, 8,9% e 19,5%, respectivamente, no contexto de STEMI e 1,4% e 7%, respectivamente, no contexto da ACE. O acesso radial teve menor mortalidade em 30 dias e um ano nos três grupos. Os preditores de mortalidade em síndromes coronários agudas foram; idade ≥80 anos, choque cardiogênico, comprometimento da função ventricular esquerda, ventilação mecânica, insuficiência renal e acesso femoral.

Conclusão 

Mais da metade das angioplastias para tronco da artéria coronária esquerda não são protegidos no contexto de uma síndrome coronário agudo. O choque cardiogênico é comum em pacientes tendo infarto com elevação do segmento ST e tronco da artéria coronária esquerda alcançando mortalidade mais elevada de 50% há 30 dias. O acesso radial foi associado com uma redução na mortalidade. 

Comentário 

Esta análise nos mostra que é a evolução da angioplastia na artéria coronária esquerda em diferentes cenários e como se esperava a presença de STEMI mais choque cardiogênico que aumenta 9 vezes na mortalidade em 30 dias e 5 vezes por ano. Além disso, a via radial, como mostrado, é favorável em todos os grupos de pacientes. 

Cortesia Dr. Carlos Fava
Cardiologista intervencionista
Fundação Favaloro
Buenos Aires – Argentina 

Carlos Fava

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