Apesar das evidências, a estimativa visual continua a dominar a decisão sobre lesões intermediárias

Título original: Revascularization Decisions in Patients With Stable Angina and Intermediate Lesions. Results of the International Survey on Interventional Strategy. Referência: Gabor G. Toth et al. CircCardiovascInterv. 2014. Epubahead of print.

 

Medição do fluxo fracionado de reserva (FFR) é recomendado pelas diretrizes e apoiada por evidências nas lesões intermediárias quando qualquer prova de isquemia está disponível por meio de testes não-invasivas. A International Survey on Interventional Strategy avaliou a abordagem preferida de 495 experimentados cardiologistas intervencionistas de vários centros ao redor do mundo que deram a sua opinião sobre um total de 4.421 lesões. No caso de lesões intermediárias por estimativa visual tinham a opção de definir a estratégia de utilizar as seguintes alternativas; angiografia quantitativa, ultra-som intravascular (IVUS), tomografia de coerência óptica (OCT) e reserva de fluxo fracionado do miocárdio (FFR). Em 3158 lesões (71%), a decisão foi tomada confiando apenas na aparência angiográfica que no outro lado foi discordante em 47% com a medida do FFR.

FFR ou outras modalidades de imagem foram necessárias em 21% e 8%, respectivamente. Ao comparar os quatro grupos de participantes de acordo com a sua experiência na FFR, observou-se que as decisões baseadas exclusivamente na angiografia foram menos freqüentes como a experiência FFR aumentou (77% versus 72% versus 69% versus 67%, respectivamente; p <0,001). Como resultado, o FFR foi utilizado com maior freqüência (14% versus 19% versus 24% versus 28%, respectivamente; p <0,001) e número de decisões discordantes diminuiu (51% versus 49% versus 47% versus 43%, respectivamente; p <0,022).

Conclusão

Esses achados confirmam que a estimativa visual continua imperando a tomada de decisões nas lesões moderadas indicando uma diferença preocupante entre provas, orientações e prática diária.

Comentário editorial

Custo parece à explicação mais simples que surge a partir da diferença do que deve ser feito e que é feito na prática. No entanto, todos esses intervencionistas teve a possibilidade de escolher qualquer dos métodos disponíveis e eles não o fizeram, porque eles simplesmente se baseou na angiografia.

SOLACI

Mais artigos deste autor

Obstrução coronariana no TAVI: um novo índice volumétrico a ser considerado

A obstrução coronariana durante o TAVI é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente devastadora, especialmente em procedimentos valve-in-valve, em anatomias com seios de Valsalva...

EARLY TAVR: impacto da idade nos resultados do TAVI precoce em pacientes assintomáticos

A estenose aórtica severa assintomática representa um desafio clínico cada vez mais frequente. Embora as diretrizes recomendem intervir quando aparecem sintomas ou deterioração da...

Rupturas de placa en artérias não culpadas: seguimento com imagens intravasculares

A ruptura de placa continua sendo um dos mecanismos fisiopatológicos mais importantes nas síndromes coronarianas agudas. No entanto, nem todas as rupturas se manifestam...

OCT e placas de alto risco: um preditor fundamental de eventos recorrentes após um infarto do miocárdio

Após um infarto do miocárdio (IM), as lesões não culpadas costumam ser diferidas quando não apresentam limitação significativa do fluxo coronariano (FFR negativo). No...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Obstrução coronariana no TAVI: um novo índice volumétrico a ser considerado

A obstrução coronariana durante o TAVI é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente devastadora, especialmente em procedimentos valve-in-valve, em anatomias com seios de Valsalva...

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

EARLY TAVR: impacto da idade nos resultados do TAVI precoce em pacientes assintomáticos

A estenose aórtica severa assintomática representa um desafio clínico cada vez mais frequente. Embora as diretrizes recomendem intervir quando aparecem sintomas ou deterioração da...