Resultados a 5 anos do stent liberador de biolimus sem polímero

Título original: Polymer-Free Biolimus A9-Coated Stents in the Treatment of De Novo Coronary Lesions4- and 12-Month Angiographic Follow-Up and Final 5-Year Clinical Outcomes of the Prospective, Multicenter BioFreedom FIM Clinical Trial CME. Referência: Ricardo A. Costa et al. J Am Coll Cardiol Intv. 2016;9(1):51-64.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia e resultados a longo prazo do novo stent livre de polímero eluidor de biolimus em pacientes com lesões coronárias de novo.

O stent BioFreedom incorpora uma plataforma de baixo perfil cuja superfície foi modificada para criar uma microestrutura seletiva abluminal que permite a adesão e posterior eluição de Biolimus A9 (Biosensors Europe SA, Morges, Switzerland).

Um total de 182 pacientes foram randomizados 1:1:1, em 4 cidades da Alemanha, a receber o novo stent livre de polímero com uma dose padrão de droga vs. o mesmo stent com uma baixa dose de droga vs. stent farmacológico de primeira geração eluidor de paclitaxel.

As características basais da população e o procedimento estiveram bem balanceados entre os 3 grupos.

O seguimento angiográfico de 4 meses constatou uma perda tardia de lúmen significativamente menor com o stent eluidor de biolimus com dose padrão de droga e com doses baixas de droga vs. o grupo com stent eluidor de paclitaxel (0.08 e 0.12 mm vs. 0.37 mm, respectivamente; p < 0.0001 para stent eluidor de biolimus com dose padrão vs. Stent eluidor de paclitaxel, e p = 0,002 para stent eluidor de biolimus com doses baixas vs. stent eluidor de paclitaxel.

A 12 meses, a perda tardia de lúmen (desfecho primário) foi de 0,17 mm para o stent de biolimus com dose padrão vs. 0,35 mm para o stent eluidor de paclitaxel, alcançando tanto a não inferioridade (p = 0,001) quanto a superioridade (p = 0,11). O stent eluidor de biolimus com doses baixas de droga não alcançou a não inferioridade se comparado ao eluidor de paclitaxel.

Aos 5 anos não foram observadas diferenças significativas com relação a eventos cardíacos maiores entre os três grupos (23,8%, 26,4% e 20,3%) nem na revascularização justificada pela isquemia (10,8%, 13,4% e 10,2%). Nenhum caso de trombose definitiva/provável foi reportado no estudo.

Conclusão
O stent eluidor de biolimus livre de polímero com dose padrão de droga demonstrou a não inferioridade com relação ao stent farmacológico de primeira geração eluidor de paclitaxel em termos de perda tardia de lúmen a 12 meses, o que não ocorreu com o stent com doses baixas de biolimus. A 5 anos os eventos clínicos foram similares e baixos e não foi observado nenhum episódio de trombose definitiva ou provável.

Mais artigos deste autor

Rupturas de placa en artérias não culpadas: seguimento com imagens intravasculares

A ruptura de placa continua sendo um dos mecanismos fisiopatológicos mais importantes nas síndromes coronarianas agudas. No entanto, nem todas as rupturas se manifestam...

OCT e placas de alto risco: um preditor fundamental de eventos recorrentes após um infarto do miocárdio

Após um infarto do miocárdio (IM), as lesões não culpadas costumam ser diferidas quando não apresentam limitação significativa do fluxo coronariano (FFR negativo). No...

Ticagrelor vs. clopidogrel em pacientes com SCA e ACOD após ICP: mais sangramento sem benefício isquêmico?

Em pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) que requerem anticoagulação oral direta (ACOD) e são submetidos a uma intervenção coronariana percutânea (ICP), os guias...

EuroPCR 2026 | É seguro suspender a aspirina a um mês em pacientes com infarto tratados com PCI? Análise do TARGET-FIRST

Este é um resumo da análise pós-hoc do estudo TARGET-FIRST, apresentado pelo Dr. Giuseppe Tarantini no EuroPCR 2026 sobre a interrupção precoce da aspirina...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Obstrução coronariana no TAVI: um novo índice volumétrico a ser considerado

A obstrução coronariana durante o TAVI é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente devastadora, especialmente em procedimentos valve-in-valve, em anatomias com seios de Valsalva...

Espaço do Fellow – Caso 2: Infarto Agudo do Miocárdio por Oclusão Simultânea de Duas Artérias Coronárias

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. Chega uma nova edição do Cantinho do Fellow, um espaço de intercâmbio acadêmico criado para que...

EARLY TAVR: impacto da idade nos resultados do TAVI precoce em pacientes assintomáticos

A estenose aórtica severa assintomática representa um desafio clínico cada vez mais frequente. Embora as diretrizes recomendem intervir quando aparecem sintomas ou deterioração da...