Resultados de 2 anos de seguimento do balão farmacológico Lutonix sobre a femoral superficial

A bibliografia está cheia de estudos clínicos que avaliaram a angioplastia na doença vascular periférica com taxas de reestenose tão altas que chegavam a 40% e a 60% em 6 e 12 meses.

 Resultados a 2 años del balón farmacológico Lutonix sobre la femoral superficial

Os balões farmacológicos aumentaram significativamente a perviedade primária, mas na maioria das vezes foram testados em lesões curtas, com pouca calcificação e sem oclusões totais.

 

Este registro avaliou os resultados do balão eluidor de paclitaxel Lutonix (Bard Lutonix, New Hope, Minnesota) em uma população heterogênea do mundo real.


Leia também: Diferentes técnicas para melhorar os resultados em claudicação intermitente”.


Foram incluídos de maneira prospectiva 691 pacientes de 38 centros de 10 países. Essa população foi tratada com o balão Lutonix em lesões femoropoplíteas. O desfecho primário de segurança foi uma combinação de reestenose do vaso alvo, amputação ou morte relacionada com o procedimento ou o dispositivo em 30 dias. O desfecho primário de eficácia foi a não ocorrência de reestenose em 12 meses.

 

A não ocorrência do desfecho primário de segurança em 30 dias foi de 99,4%. A não ocorrência de reestenose da lesão alvo foi de 93,4%/89,3% para a população geral, 93,2%/88,2% para lesões longas de até 500 mm e de 90,7%/84,6% para a reestenose intrastent em 12/24 meses respectivamente.


Leia também: Promissora evolução dos DEB em lesões longas femoropoplíteas”.


Mais de 76% dos pacientes mostraram uma melhora de pelo menos 1 categoria na escala de Rutherford.

 

Conclusão

O registro Global SFA de 24 meses confirma que o balão eluidor de paclitaxel Lutonix é seguro e efetivo a longo prazo em pacientes com doença vascular periférica do mundo real, inclusive em oclusões totais, lesões longas e reestenose intrastent.

 

Comentário editorial

A população deste estudo apresentou múltiplas comorbidades, entre elas doença coronariana (60,2%), dislipidemia (70%), hipertensão (84,9%) e diabetes (39,5%).

 

A maioria dos pacientes se encontravam na categoria 3 da classificação de Rutherford (66%) antes do tratamento e quase a metade (47,3%) apresentou melhora até a categoria 0 em 24 meses.

 

Foi feita pré-dilatação na maioria das oclusões totais (83,6%), mas em apenas a metade das lesões estenóticas, fato que não afetou os resultados a longo prazo.

 

As lesões longas (de até 500 mm) requereram stent “bailout” em até 25% e isso também não afetou os resultados a longo prazo.

Título original: The 24-Month Results of the Lutonix Global SFA Registry. Worldwide Experience With Lutonix Drug-Coated Balloon.

Referência: Marcus Thieme et al. J Am Coll Cardiol Intv 2017. Article in press.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Sua opinião nos interessa. Pode deixar abaixo seu comentário, reflexão, pergunta ou o que desejar. Será mais que bem-vindo.

Mais artigos deste autor

Arterialização transcateter de veias profundas na isquemia crítica sem opções de revascularização: evidência de uma revisão sistemática e metanálise

A isquemia crônica crítica de membros inferiores em pacientes sem opções convencionais de revascularização representa um dos cenários mais complexos no contexto da doença...

Duração da cessação do tabagismo e risco de amputação após a revascularização na isquemia crítica de membros inferiores

A isquemia de membros inferiores se associa a uma elevada taxa de amputação e mortalidade. Embora a cessação do tabagismo melhore os resultados após...

Manejo conservador de endoleaks em endopróteses aórticas complexas com acompanhamento por angio-TC

Os endoleaks continuam sendo uma das principais causas de reintervenção após a reparação endovascular de aneurismas aórticos complexos com próteses fenestradas e/ou ramificadas (F/B-EVAR)....

O treinamento aeróbico de membros superiores se constitui em uma alternativa efetiva ao exercício de membros inferiores em contextos de doença arterial periférica?

A doença arterial periférica se associa a uma deterioração da capacidade funcional, uma redução da distância de caminhada e uma pior qualidade de vida,...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Arterialização transcateter de veias profundas na isquemia crítica sem opções de revascularização: evidência de uma revisão sistemática e metanálise

A isquemia crônica crítica de membros inferiores em pacientes sem opções convencionais de revascularização representa um dos cenários mais complexos no contexto da doença...

Espaço do Fellow 2026 – Envíe seu Caso

Compartilhe sua experiência. Aprenda com especialistas. Cresça como intervencionista. A Sociedade Latino-Americana de Cardiologia Intervencionista (SOLACI) relança este ano o Espaço do Fellow 2026, uma...

Fechamento de leak paravalvar por via transcateter: resultados em médio prazo e fatores prognósticos

Os leaks paravalvares (PVL) constituem uma complicação frequente após a substituição valvar cirúrgica, com incidência que varia entre 5% e 18% nas válvulas protéticas....