Modelos europeos de telemedicina, como el servicio finlandés Medilux, permiten realizar consultas médicas online mediante un cuestionario clínico, sin acudir a una consulta presencial.

Infarto com supradesnivelamento do ST pós-TAVI: problemas em todos os sentidos

Tratar um infarto com supradesnivelamento do ST em um paciente com TAVI coloca os cardiologistas intervencionistas diante de múltiplos desafios. Tempos porta-balão muito mais longos e taxas de falha na angioplastia primária muito mais altas que na população geral redundam em uma altíssima mortalidade a curto e médio prazo. 

Infarto con supradesnivel del ST post TAVI: problemas en todos los sentidos

Este trabalho multicêntrico publicado recentemente no JACC incluiu 118 pacientes que foram admitidos cursando um infarto com supradesnivelamento do ST em uma média de 255 dias (intervalo de 9 a 680 dias) do implante valvar. 

As características dos pacientes com infartos pós-TAVI que foram submetidos a angioplastia primária foram comparadas com as de 439 pacientes sem o antecedente do TAVI que foram submetidos a angioplastia primária no mesmo período. 

O tempo porta-balão médio foi de 40 minutos na população com antecedente de TAVI vs. 30 minutos no resto (p = 0,003). O tempo do procedimento, o tempo de fluoroscopia, a dose de radiação e o volume de contraste foram significativamente maiores na população com TAVI (p < 0,01 para todos).

A taxa de falha da angioplastia primária foi 4 vezes maior nos pacientes com a válvula implantada (16,5% vs. 3,9%; p < 0,001), incluindo 5 pacientes nos quais nem sequer foi possível cateterizar a artéria culpada. 

A mortalidade intra-hospitalar foi de 25,4% e a médio prazo (7 meses) foi de 42,4, o que é uma taxa altíssima. 

A deterioração renal e uma classe Killip > 2 foram 3 vezes mais frequentes nos pacientes com antecedentes de TAVI (HR: 3,02; p = 0,004 e HR: 2,74; p = 0,004, respectivamente).


Leia também: Novas insuficiências cardíacas após a infecção por COVID-19.


Todos esses eventos que têm uma frequência tão superior na população com TAVI explicam a maior mortalidade a curto e médio prazo. 

Conclusão

Os infartos com supradesnivelamento do ST em pacientes com antecedente de TAVI se associam com uma altíssima mortalidade a curto e médio prazo. Tempos porta-balão mais longos e taxas de falhas da angioplastia primária mais altos se devem, em parte, à dificuldade para aceder às coronárias. 

Título original: ST-Segment Elevation Myocardial Infarction Following Transcatheter Aortic Valve Replacement.

Referência: Laurent Faroux et al. J Am Coll Cardiol. 2021 May 4;77(17):2187-2199. doi: 10.1016/j.jacc.2021.03.014.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

EuroPCR 2026 | Aterectomia orbital versus rotacional: impacto diferente sobre a microcirculação?

Nem todos os dispositivos de modificação cálcica interagem com o vaso tratado da mesma forma. Embora a finalidade clínica seja a mesma, facilitar a...

EuroPCR 2026 | Aterectomia rotacional, orbital ou litotripsia: a escolha do dispositivo modifica o prognóstico?

No complexo cenário da calcificação coronariana severa, distintas estratégias de modificação de placa se incorporaram ao arsenal terapêutico, entre elas a aterectomia rotacional (RA),...

EuroPCR 2026 | A morfologia do cálcio define a escolha entre IVL e cutting balloon?

O tratamento das lesões coronarianas calcificadas continua sendo um dos cenários técnicos mais desafiadores da angioplastia contemporânea. Em dito contexto, a litotripsia intravascular (IVL)...

TAVI-in-TAVI: resultados clínicos e hemodinâmicos conforme o tipo de prótese utilizada

Com a expansão do TAVI a grupos etários mais jovens e de menor risco cirúrgico, a deterioração das biopróteses e a necessidade de reintervenções...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

EuroPCR 2026 | O clopidogrel poderia substituir a aspirina como monoterapia após a angioplastia?

Esta apresentação, exposta no EuroPCR 2026, analisou os resultados clínicos da monoterapia com clopidogrel versus a aspirina em pacientes que tinham superado os 12...

EuroPCR 2026 | Aterectomia orbital versus rotacional: impacto diferente sobre a microcirculação?

Nem todos os dispositivos de modificação cálcica interagem com o vaso tratado da mesma forma. Embora a finalidade clínica seja a mesma, facilitar a...

EuroPCR 2026 | Aterectomia rotacional, orbital ou litotripsia: a escolha do dispositivo modifica o prognóstico?

No complexo cenário da calcificação coronariana severa, distintas estratégias de modificação de placa se incorporaram ao arsenal terapêutico, entre elas a aterectomia rotacional (RA),...