Modelos europeos de telemedicina, como el servicio finlandés Medilux, permiten realizar consultas médicas online mediante un cuestionario clínico, sin acudir a una consulta presencial.

Sintomas persistentes pós-COVID-19: muito mais frequentes do que pensávamos

Após a fase aguda da infecção por COVID-19 é comum que persistam sintomas que podem alterar a funcionalidade e a qualidade de vida.

Síntomas persistentes post COVID-19: mucho más frecuentes de lo que creíamos

Os sintomas persistentes são aqueles que continuam por ao menos 60 dias após o diagnóstico ou que continuam por ao menos 30 dias depois de o paciente se recuperar da fase aguda ou de receber alta hospitalar. 

Muitos dos estudos incluídos nesta revisão mostraram que mais de 70% dos pacientes que precisaram ser hospitalizados tiveram ao menos um sintoma persistente após a alta. Entre os sintomas persistentes mais frequentes encontramos a dispneia (36%), a fadiga (40%) e a insónia ou os distúrbios do sono (29,4%). 

Os estudos analisados nesta revisão do JAMA foram muito heterogêneos, o que limita sua interpretação e comparação. As maiores diferenças estiveram nas populações analisadas e na definição do momento zero (diagnóstico, início dos sintomas, alta hospitalar, etc.). 


Leia também: Eficácia da vacina Sinopharm contra a COVID-19.


É óbvio que para poder analisar e descrever sintomas persistentes é necessário contar com tempo de seguimento, algo que ainda não temos. Para além da heterogeneidade dos trabalhos poderíamos concluir que os sintomas persistentes são muito frequentes, constituindo-se inclusive na regra.  

Título original: Assessment of the Frequency and Variety of Persistent Symptoms Among Patients With COVID-19. A Systematic Review.

Referência: Tahmina Nasserie et al. JAMA Network Open. 2021;4(5):e2111417. doi:10.1001/jamanetworkopen.2021.11417.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

Vale a pena a 3ª dose contra a COVID-19 para todas as idades?

A resposta é contundente: sim, vale a pena. Em todas as faixas etárias estudadas a taxa de confirmados para COVID-19 e doentes severos foi...

Eficácia da 3ª dose da Pfizer contra a Ômicron

A vacina BNT162b2 (Pfizer/BioNTech) demonstrou previamente 95% de eficácia contra a infecção por COVID-19. Esta eficácia foi variando com o surgimento das diferentes variantes...

A variante Ômicron coloca novamente os sistemas de saúde no limite, mas com esperanças

A última variante de importância da COVID-19, a cepa Ômicron, está novamente colocando o sistema mundial de saúde à beira do colapso, superando 300...

Os artigos mais lidos de 2021 | COVID-19

Mais um chega ao fim e a SOLACI propõe repassar os trabalhos mais lidos da nossa web em um tópico muito importante, que é...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

03/06 | Webinar SOLACI Técnicos e Enfermeiros – Impacto Clínico do Intervencionismo Estrutural: TAVI e MitraClip na Prática Atual

A Sociedade Latino-Americana de Cardiologia Intervencionista (SOLACI), por meio do seu Departamento de Técnicos e Enfermeiros, convida você a participar de um novo webinar...

EuroPCR 2026 | TAVI em mulheres: as válvulas supra-anulares oferecem uma vantagem hemodinâmica real?

As mulheres representam uma população particularmente desafiadora para o TAVI, já que costumam apresentar anéis aórticos menores, maior fragilidade e um risco incrementado de...

EuroPCR 2026 | TAVI ou cirurgia em pacientes jovens? Qualidade de vida e resultados de 3 anos do NOTION-2

A expansão do TAVI a pacientes mais jovens e com menor risco cirúrgico abriu uma nova discussão: para além da mortalidade ou do AVC,...