Carótidas sintomáticas: revascularização urgente, precoce ou tardia?

A endarterectomia da carótida continua sendo o método mais seguro dentro do período urgente. Os resultados das diferentes estratégias podem ser comparados após 48 horas do evento. 

Carótidas sintomáticas: ¿revascularización urgente, precoz o retardada?

Múltiplos avanços nos dispositivos para revascularização da carótida mostraram resultados promissórios em pacientes com estenose sintomática. Independentemente disso, o melhor momento para a revascularização após o evento continua sendo uma incógnita.

O trabalho incluiu pacientes com estenose da carótida sintomática que receberam cirurgia, angioplastia femoral ou revascularização transcarotídea em diferentes momentos após o evento índice.

Os procedimentos foram considerados urgentes (de 0 para 2 dias após o último evento), precoces (de 3 para 14 dias) ou tardios (de 15 para 180 dias).

O desfecho primário foi a morte ou o AVC intra-hospitalar. O desfecho secundário incluiu acidentes isquêmicos transitórios.

Foram incluídas 18.643 revascularizações da carótida sintomáticas, das quais 10,8% foram urgentes, 39,8% precoces e a metade restante foram realizadas tardiamente.


Leia também:  TICO: A idade impacta no efeito da monoterapia antiagregante.


Os pacientes que receberam angioplastia mostraram a maior taxa de AVC e morte dentre todas as faixas de tempo analisadas.

No caso dos pacientes tratados de maneira urgente, a endarterectomia teve 4% de eventos, comparado com 6,9% da angioplastia e 6,5% da revascularização transcarotídea (p=0,018). Essas diferenças foram se equilibrando à medida que os pacientes eram tratados com menos urgência.

Ao se realizar o ajuste pelo risco dos pacientes, o OR foi similar entre os que receberam endarterectomia e os que receberam revascularização transcarotídea.

Conclusão

A endarterectomia da carótida continua sendo o método mais seguro de revascularização na fase urgente. A endarterectomia e a revascularização transcarotídea são semelhantes após 48 horas.

Título original: In-Hospital Outcomes of Urgent, Early, or Late Revascularization for Symptomatic Carotid Artery Stenosis.

Referência: Christina L. Cui et al. J Am Heart Assoc. 2021 Dec 21;10(24):e022700. doi: 10.1161/JAHA.121.022700.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

ACVC 2026 | Registro FLASH coorte europeia: trombectomia mecânica em TEP

O manejo do tromboembolismo pulmonar (TEP) de risco intermediário-alto e alto continua sendo uma área de incerteza terapêutica, especialmente em pacientes com disfunção do...

Guia AHA/ACC 2026 sobre o manejo do TEP

O guia ACC/AHA 2026 para o manejo do tromboembolismo pulmonar (TEP) agudo introduz uma mudança conceitual ao substituir a classificação tradicional “de acordo com...

Avaliação com FFR para a seleção de pacientes hipertensos que se beneficiam do stenting renal

A estenose aterosclerótica da artéria renal (EAAR) representa uma das principais causas de hipertensão (HTA) secundária e se associa com um maior risco de...

Arterialização transcateter de veias profundas na isquemia crítica sem opções de revascularização: evidência de uma revisão sistemática e metanálise

A isquemia crônica crítica de membros inferiores em pacientes sem opções convencionais de revascularização representa um dos cenários mais complexos no contexto da doença...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

ACC 2026: Resultados do estudo SURViV – apresentação e análise exclusiva com o Dr. Dimytri Siqueira

Após a apresentação do estudo SURViV nas sessões Late Breaking Clinical Trials do Congresso do American College of Cardiology, o Dr. Dimytri Siqueira (Brasil),...

ACVC 2026 | CELEBRATE: utilização de zalunfiban pré-hospitalar em SCACEST

A otimização do tratamento antitrombótico na fase pré-hospitalar da síndrome coronariana aguda com elevação do ST (SCACEST) continua sendo um desafio devido à demora...

ACVC 2026 | Objetivos de PAM em choque cardiogênico pós-OHCA (subestudo BOX)

O manejo hemodinâmico do choque cardiogênico posterior a parada cardíaca de origem isquêmica (OHCA-AMICS) continua sendo uma área a ser resolvida, particularmente no que...