TCT 2025 | Estudo OCVC-BIF: Uso de balão farmacológico em ramos laterais de bifurcações coronarianas

O ensaio OCVC-BIF, randomizado, multicêntrico e aberto, foi realizado em oito hospitais da região de Osaka (Japão) e incluiu 300 pacientes com lesões coronarianas bifurcadas — definidas por diâmetro do ramo lateral > 2,0 mm ou relevância funcional determinada pelo operador — tratados com a técnica provisória associada à kissing balloon inflation (KBI).

Os pacientes foram designados para dilatação do ramo lateral com balão revestido por fármaco (DCB) ou para dilatação convencional sem DCB. O desfecho primário foi reestenose ≥ 50 % no ramo lateral em nove meses ou necessidade de angiografia motivada por sintomas durante o primeiro ano.

O uso do DCB reduziu significativamente a reestenose no ramo lateral (OR 0,36; IC95 % 0,16–0,79; p = 0,012), sem aumento de complicações ou eventos adversos. Não se observaram diferenças em MACE nem em trombose do stent.

Conclusão

A dilatação do ramo lateral com balão farmacológico após o implante de stent no vaso principal reduz de forma significativa a reestenose e melhora os resultados angiográficos, sem aumentar a taxa de eventos. Esses achados podem influenciar as estratégias de tratamento das bifurcações, apoiando o uso do DCB como complemento da técnica provisória e oferecendo evidências para futuras diretrizes clínicas.

Apresentado por Takayuki Ishihara et al., no TCT 2025 (Late-Breaking Clinical Trials), 27 de outubro, São Francisco, EUA.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

Risco cardiovascular a longo prazo em pacientes com ANOCA: uma realidade clínica a considerar?

A angina crônica estável (ACE) continua sendo um dos motivos mais frequentes de encaminhamento a coronariografia diagnóstica (CCG). Em uma proporção significativa desses pacientes...

EMERALD II: anatomia e fisiologia coronariana não invasiva (CCTA) na predição de SCA

Apesar dos avanços contínuos na prevenção secundária e na otimização do tratamento médico (TMO), a síndrome coronariana aguda (SCA) ainda é uma das principais...

Manejo de perfurações em bifurcações: validação experimental de técnicas de bailout com stents recobertos

As perfurações coronarianas durante a angioplastia representam uma das complicações mais temidas do intervencionismo, especialmente quando comprometem segmentos bifurcados. Embora seja pouco frequente, trata-se...

Acesso radial esquerdo ou direito? Comparação da exposição à radiação em procedimentos coronarianos

A exposição à radiação durante os procedimentos percutâneos constitui um problema tanto para os pacientes como para os operadores. O acesso radial é atualmente...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Endoleaks após reparo endovascular de aneurisma aórtico complexo: sempre voltar a intervir ou monitorar com CTA?

O reparo endovascular de aneurismas toracoabdominais que requerem uma selagem acima das artérias renais, com preservação dos vasos viscerais mediante dispositivos fenestrados e/ou com...

É seguro usar fármacos cronotrópicos negativos de forma precoce após o TAVI?

O TAVI está associado a uma incidência relevante de distúrbios do sistema de condução e ao desenvolvimento de bloqueios atrioventriculares que podem requerer o...

Risco cardiovascular a longo prazo em pacientes com ANOCA: uma realidade clínica a considerar?

A angina crônica estável (ACE) continua sendo um dos motivos mais frequentes de encaminhamento a coronariografia diagnóstica (CCG). Em uma proporção significativa desses pacientes...