Resultados clínicos do implante de stents eluidores de droga guiados por IVUS no território femoropoplíteo

A abordagem endovascular das lesões femoropoplíteas se tornou o tratamento de primeira linha devido ao desenvolvimento de dispositivos que diminuem a taxa de reestenose. Recentemente, o estudo IMPERIAL demonstrou maior perviedade em 1 ano e menor taxa de revascularização guiada pela clínica em 2 anos a favor do stent ELUVIA (Fluoropolímero eluidor de Paclitaxel, FP-DES) quando comparado com o stent ZILVER PTX (Stent recoberto de Paclitaxel livre de polímero).  

Nuevas estrategias en el territorio femoropoplíteo

Esses estudos foram realizados com guia angiográfica. Na atualidade, a utilização de ultrassom intravascular (IVUS) se tornou uma prática popular pelo fato de proporcionar maior nível de detalhe sobre a arquitetura arterial e sobre a patologia. Um estudo randomizado controlado demonstrou que o uso do IVUS diminuiu significativamente a taxa de estenose após o tratamento endovascular, particularmente com a utilização de balões eluidores de droga. 

O objetivo desta subanálise do estudo CAPSICUM (contemporary outcomes after paclitaxel eluting peripheral stent implantation for symptomatic lower limb ischemia with superficial femoral or proximal popliteal lesion) foi avaliar o impacto do IVUS nos resultados clínicos após o implante do FP-DES em lesões femoropolíteas em pacientes com doença periférica sintomática. 

O desfecho primário (DP) foi a ocorrência de reestenose em um ano definida por eco-Doppler. O desfecho secundário (DS) incluiu estenose residual após o procedimento, complicações periprocedimento, reestenose oclusiva em 1 ano, trombose do stent, revascularização do vaso tratado, amputação maior, necessidade de by-pass periférico, eventos adversos maiores relacionados com o membro, morte e degeneração aneurismática. 

Leia também: Degeneração das biopróteses cirúrgicas: será o Valve in Valve uma boa opção?

Em 843 pacientes o implante do FP-DES foi guiado por IVUS, e após realizar um propensity socre matching (PSM) para homogeneizar os grupos, foram analisados 820 pacientes do grupo IVUS vs. 244 pacientes do grupo não IVUS. A idade média foi de 74 anos e a maioria dos pacientes eram homens. A maioria dos pacientes se encontrava na categoria 3 da classificação de Rutherford. Os pacientes do grupo IVUS apresentam menor prevalência de diabetes, de antecedente de angioplastia periférica, e maior prevalência de oclusões totais crônicas. Além disso, o grupo IVUS apresentou diâmetro de referência do vaso menor, lesões mais longas e maior porcentagem de oclusões crônicas. 

Não houve diferenças no DP, considerando que a taxa de reestenose em 1 anos no grupo IVUS foi de 11,5% vs. 15,5% no grupo não IVUS (p = 0,22). A ocorrência de degeneração aneurismática em 1 ano foi mais frequente no grupo IVUS (p < 0,001).

Conclusão 

Este estudo provou que os resultados clínicos em 1 ano após o implante do FP-DES não demonstraram diferenças significativas entre a utilização do IVUS vs. os procedimento guiados por angiografia. A única exceção foi a incidência de degeneração aneurismática, que foi maior no grupo IVUS. 

Dr. Andrés Rodríguez.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: Clinical Impact of Intravascular Ultrasound–Guided Fluoropolymer-Based Drug-Eluting Stent Implantation for Femoropopliteal Lesions

Referência: Takuya Tsujimura, MD et al J Am Coll Cardiol Intv 2022;15:1569–1578.


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