Denervação renal após um ano, o benefício é mantido

Título original: Renal Sympathetic Denervation for Treatment of Drug-Resistant Hypertension Clinical Perspective Referência: Murray D. Ester et al. Circulation 2012; 126: 2976-2982

A ativação simpática renal contribui para a patogênese da hipertensão. O Symplicity HTN – 2 foi um estudo multicêntrico e randomizado que demonstrou que a denervação renal produz uma significativa diminuição da pressão arterial após 6 meses em pacientes hipertensos resistentes ao tratamento médico. Este trabalho apresenta os resultados em um ano e os resultados dos pacientes que passaram após seis meses do grupo de controle para o de denervação renal.

Foram incluídos 106 pacientes hipertensos que usavam ≥3 drogas anti-hipertensivas e tinham como pressão sistólica de base ≥160 mmHg (≥150 mmHg em pacientes com diabetes tipo 2). Após seis meses o desfecho primário foi atingido, o que permitiu que os pacientes do grupo de controle passassem para o de denervação renal. Em um ano foi observada um redução média da pressão sistólica de 28.1 mmHg (p<0.001), similar à redução média após seis meses de 31.7 mmHg. 

Não houve diferença significativa entre um ano e os seis meses. Para os pacientes que trocaram de grupo, a redução também foi significativa (de 190,0 ± 19,6-166,3 ± 24,7 mmHg, redução de 23,7 ± 27,5 mmHg, p<0,001). Neste grupo, houve um paciente com dissecação renal antes da denervação que foi resolvida com stent e um paciente que desenvolveu hipotensão resolvida com ajuste da medicação.

Conclusão: 

Os pacientes hipertensos resistentes ao tratamento médico mantêm a diminuição de pressão arterial após um ano e os pacientes dentro do grupo de controle que trocaram de grupo apresentaram uma diminuição similar a dos que receberam denervação renal originalmente.

Comentário editorial: 

Os resultados convidam à expansão da indicação de denervação renal a pacientes com graus menores de hipertensão, especialmente levando-se em conta que somente pouco mais de 50% dos pacientes alcançam valores adequados com o tratamento clínico. 

Cortesia Dr. Gustavo Hidalgo.
Cardiologista Intervencionista.
Fundação Favaloro. Argentina.

Dr. Gustavo Hidalgo para SOLACI.ORG

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