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É seguro realizar tratamento endovascular na trombose pulmonar aguda?

Gentileza do Dr. Carlos Fava

trombose pulmonar agudaO tratamento convencional para o tromboembolismo agudo (TEPA) maciço ou submaciço tradicionalmente foi a anticoagulação e a trombólise direta com cateteres (TDC), mas sua segurança e resultados não foram bem avaliados.

 

Foram analisados 137 pacientes que apresentaram TEPA maciço ou submaciço. Todos receberam TPA local associado a heparina, procedimento realizado mediante infusão direta ou com cateter assistido por ultrassom (USAT). O tempo de infusão esteve a critério do operador.

 

A idade foi de 59 anos, a metade foram homens; a porcentagem de antecedentes de doença tromboembólica foi de 26%; a de diabéticos, 24%. 82% dos pacientes apresentaram comprometimento do ventrículo direito, que foi maciço em 12%.

 

82% dos pacientes apresentaram trombose pulmonar bilateral, outro 14% trombose pulmonar direita, e os 4% restantes, trombose pulmonar esquerda. A trombólise se realizou de forma frequente com a utilização de USAT (84%).

 

Após a trombólise a PSAP diminuiu em 19 ± 15 mmHg e foi implantado filtro de veia cava inferior em 45%.

 

A mortalidade foi de 5 pacientes (todos com TEPA maciço). 13 casos apresentaram sangramento maior ou lesões vasculares; 4 apresentaram hemorragia (2 intracraniana e 2 gastrointestinal), enquanto que outros 6 requereram transfusão. Não houve diferença quanto à técnica de trombólise utilizada.

 

Os fatores associados às complicações foram a idade avançada, TEPA maciço e a colocação de filtro da veia cava inferior.

 

Além disso, realizou-se uma metanálise de 16 estudos com um total de 860 pacientes (incluindo esta análise) que apresentaram embolia pulmonar e receberam TDC. A idade média foi de 60 anos (54-61), a metade eram homens e 21,6% apresentou TEPA maciço.

 

Após a trombólise houve uma diminuição da PSAP de 15 mmHg. O sangramento maior ou a complicação vascular foram de 4,65%, a hemorragia intracraniana foi de 0,35% e a mortalidade foi de 3,4% (12,9% em TEPA maciço e 0,74% no submaciço).

 

Conclusão

A trombólise por cateter se associa a uma baixa taxa de complicações. São necessários estudos randomizados para avaliar sua eficácia relativa com a anticoagulação.

 

Comentário

Esta análise – com um número significativo de pacientes – não evidencia o fato de ser possível tratar o TEPA pela via endovascular, podendo ser administrada a injeção de trombolíticos, mas também a extração dos trombos de forma segura.

 

Possivelmente devamos nos aprofundar mais nesta patologia afim de melhorar os resultados e desenvolver melhores dispositivos ou técnicas para melhorar os resultados.

 

Gentileza do Dr. Carlos Fava

 

Título original: Safety of Catheter-Direct Thrombolysis for Massive and Submassive Pulmonary Embolism: Results for Massive and Submassive Pulmonary Embolism.

Referência: Tyler Blommer, et al. Catheterization and Cardiovasacular Intervention 2017:89:754-760.


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