Reoperação mitral vs. valve-in-valve em próteses biológicas disfuncionais

Nos pacientes que receberam implante percutâneo da valva mitral (TMVR) – apesar de um maior risco cirúrgico – não se observaram diferenças de mortalidade em 1 ano ao compará-los com os que foram submetidos a reoperação para substituir uma prótese biológica disfuncional em posição mitral.

valve in valveEm um mês, os achados ecocardiográficos foram similares, embora em um ano tenha sido constatado um aumento do gradiente naqueles pacientes em que a válvula foi substituída por cateterismo sem que isso tivesse alguma relevância clínica. A substituição percutânea da valva mitral vem crescendo como uma alternativa à reoperação naqueles pacientes com disfunção de uma prótese mitral biológica.

 

Esta análise retrospectiva inclui 62 pacientes que receberam TMVR e 59 pacientes que foram submetidos a cirurgia. Aqueles nos quais se optou por TMVR eram mais idosos (74,9 ± 9,4 anos vs. 63,7 ± 14,9; p < 0,001) e com escores de risco mais altos (STS PROM 12,7 ± 8,0% vs. 8,7 ± 10,1%; p < 0,0001) que os que foram submetidos a cirurgia. Apesar do anteriormente dito, o tempo de procedimento, o tempo em unidade de cuidados críticos e a estadia total no hospital foram mais curtos no grupo TMVR.


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Além disso, tampouco houve diferenças de mortalidade em 1 ano entre os dois grupos (TMVR 11,3% vs. cirurgia 11,9%; p = 0,92), o que torna o TMVR uma opção cada vez mais interessante.

 

Em 30 dias não foram observadas diferenças ecocardiográficas em termos de insuficiência mitral ou gradiente, mas sim em um ano, com um gradiente um pouco maior para aqueles com TMVR (TMVR 7,2 ± 2,7 vs. cirurgia 5,5 ± 1,8; p = 0,01), o que não teve relevância clínica. O grau de insuficiência foi similar entre as duas estratégias.

 

Conclusão

Apesar do maior risco dos pacientes que receberam implante percutâneo da valva mitral os resultados em um ano em termos de mortalidade foram idênticos aos daqueles pacientes mais jovens e de menor risco que foram reoperados devido a uma prótese biológica disfuncional em posição mitral. A diferença de gradiente observada em um ano parece somente um achado ecocardiográfico.

 

Título original: Comparison of Clinical and Echocardiographic Outcomes After Surgical Redo Mitral Valve Replacement and Transcatheter Mitral Valve-in-Valve Therapy.

Referência: Norihiko Kamioka et al. J Am Coll Cardiol Intv 2018;11:1131–8.


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