TAVI minimalista ao extremo

O implante percutâneo da valva aórtica (TAVI) é cada vez mais realizado sob sedação consciente e isso se associa a um benefício em múltiplos desfechos (inclusive a mortalidade).

sedación consciente TAVI

Este trabalho – recentemente publicado no JACC Intv. – mostra-nos que a anestesia geral está ficando obsoleta, embora o benefício observado com a sedação consciente não tenha alcançado a magnitude observada em outros trabalhos. 

O objetivo deste trabalho foi examinar a variação no uso de sedação consciente no TAVI ao longo do tempo e em diferentes centros. Além disso, o trabalho procurou encontrar sinais de que este tipo de anestesia pode impactar nos resultados em comparação com a anestesia geral. 

Foram incluídos 120.080 pacientes do registro TVT que foram submetidos a TAVI transfemoral entre 2016 e 2019.

Durante o período do estudo o uso de sedação consciente cresceu de 33% a 64% na população geral, com grande variação nos diferentes centros (de 0% a 91% dos casos). 


Leia também: ACC Virtual 2020 | Sedação consciente no TAVI.


A sedação consciente se associou a uma menor mortalidade hospitalar, menor mortalidade em 30 dias, menor quantidade de dias de internação e uma taxa mais frequente de alta ao domicílio (em vez de a um centro de reabilitação, por exemplo) em comparação com a anestesia geral. 

No entanto, a magnitude do benefício foi menor do que a de outros trabalhos prévios que utilizaram o propensity score para comparar as populações. 

Conclusão

A sedação consciente vem crescendo no TAVI, na mesma linha do que vem ocorrendo em termos de minimizar e simplificar todos os nossos procedimentos, embora ainda exista uma grande variabilidade entre os centros e os operadores. Os múltiplos benefícios observados neste trabalho em comparação com a anestesia geral foram de uma magnitude menor do que o que já tinha sido observado antes. 

Título original: Conscious Sedation Versus General Anesthesia for Transcatheter Aortic Valve Replacement. Variation in Practice and Outcomes.

Referência: Neel M. Butala et al. J Am Coll Cardiol Intv 2020;13:1277–87. https://doi.org/10.1016/j.jcin.2020.03.008.


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