AHA 2021 | PALACS: a pericardiotomia posterior esquerda melhora a FA pós-operatória

Realizar uma pericardiotomia no setor posterior esquerdo durante uma cirurgia cardíaca parece reduzir significativamente o risco de fibrilação atrial (FA) pós-operatória. 

AHA 2021 | PALACS: la pericardiotomía posterior izquierda mejora la FA post operatoria

O procedimento consiste em uma corte de entre 4 e 5 cm na parte posterior do pericárdio para permitir a drenagem de líquidos e trombos do pericárdio à cavidade pleural durante o período pós-operatório. 

Os pacientes nos quais se fez a incisão durante a cirurgia coronariana – aórtica ou da aorta ascendente – mostraram um risco significativamente mais baixo de FA pós-operatória (17% vs. 32%; RR 0,55; IC 95%: 0,39 a 0,78). O procedimento extra não trouxe nenhuma complicação. 

O PALACS randomizou 420 pacientes a receber ou não pericardiotomia posterior esquerda como parte de sua cirurgia. 

Devido ao fato de a fibrilação atrial ser uma das complicações pós-operatórias mais frequentes, este trabalho deve ser confirmado em um grande trabalho multicêntrico. O PALACS tem a limitação de ter sido realizado em um único centro e não ter tido o poder para encontrar diferenças clínicas. 

Título original: Posterior left pericardiotomy for the prevention of atrial fibrillation after cardiac surgery: an adaptive, single-centre, single-blind, randomised, controlled trial.

Referência: Mario Gaudino et al. Presentado en las sesiones científicas del AHA 2021 y publicado simultáneamente en Lancet. 2021 Nov 12;S0140-6736(21)02490-9. Online ahead of print. doi: 10.1016/S0140-6736(21)02490-9. 


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

Resultados hemodinâmicos do reparo borda a borda em insuficiência mitral degenerativa e funcional

O reparo mitral transcateter borda a borda (M-TEER) se consolidou como uma opção terapêutica para a valvopatia mitral. Entre as técnicas disponíveis, o M-TEER...

A durabilidade do TAVI com SAPIEN 3: dez anos de seguimento em pacientes com risco intermediário

A durabilidade das próteses biológicas transcateter utilizadas no TAVI continua sendo um dos principais interrogantes no que se refere à expansão dessa estratégia a...

Inflamação depois do TAVI: um objetivo terapêutico emergente?

Os distúrbios de condução e a necessidade de implante de marca-passo definitivo continuam sendo complicações frequentes após o TAVI, com uma incidência próxima de...

Obstrução coronariana no TAVI: um novo índice volumétrico a ser considerado

A obstrução coronariana durante o TAVI é uma complicação pouco frequente, mas potencialmente devastadora, especialmente em procedimentos valve-in-valve, em anatomias com seios de Valsalva...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

Supera vs. Eluvia em lesões femorpoplíteas calcificadas com calcificação severa

A calcificação seveera continua sendo um dos principais preditores de reestenose e de necessidade de novas revascularizações após o tratamento endovascular da doença femoropoplítea....

É necessário usar o IVUS de forma rotineira na angioplastia do tronco da coronária esquerda?

A angioplastia do tronco da coronária esquerda não protegido é um procedimento de grande complexidade devido ao amplo território miocárdico em risco e às...

Registros Dual-Prep: aterectomia e IVL em calcificação coronariana severa

A calcificação coronariana severa continua sendo um dos cenários mais complexos da angioplastia coronariana. Embora a aterectomia rotacional (AR) ou orbital e a litotripsia...