ACC 2023 | COORDINATE-DIABETES

Aproximadamente 2,7% dos pacientes diabéticos com cardiopatia isquêmica dos Estados Unidos recebem tratamento ótimo, que consiste em doses altas de estatinas (IECA/ARAII) ou anti-hiperglicemiantes “cardioestáveis” como SGLT2I e GLP-1RA (3 deles). 37,4% da população não usa medicação alguma. 

Foi feita uma randomização no âmbito das clínicas e não dos pacientes. Em 20 clínicas foi levada a cabo a intervenção multifacetada (identificação das barreiras, estratégias para enfrentar essas barreiras e um feedback posterior), e em 23 centros o tratamento padrão segundo os guias. Foram incluídos pacientes diabéticos com doença aterosclerótica. 

O desfecho primário foi a prescrição de todos os grupos de tratamento recomendado (atorvastatina 80 mg, IECA/ARAII, anti-hiperglicêmico com efeito cardioprotetor como SGLT2I ou GLP-1RA). No seguimento de 12 meses observou-se uma diferença absoluta significativa de 23,4% com relação ao tratamento segundo os guias, com um OR não ajustado de 4,46 (2,55-7,80; p 0,001).

A estratégia multifacetada é efetiva em melhorar a prescrição, motivo pelo qual isso levaria a melhorar a qualidade do cuidado. 

Dr. Omar Tupayachi

Dr. Omar Tupayachi.
Membro do Conselho Editorial da SOLACI.org.

Título Original: “Coordinating Cardiology Clinics Randomized Trial Of Interventions To Improve Outcomes (COORDINATE) – Diabetes: Primary Results”.

Referência: Presentado por Neha Pagidipati en Late Breaking Trials del ACC.23/WCC Marzo 4-6, 2023, en New Orleans.


Subscreva-se a nossa newsletter semanal

Receba resumos com os últimos artigos científicos

Mais artigos deste autor

Tratamento antiplaquetário dual em pacientes diabéticos com IAM: estratégia de desescalada

A diabetes mellitus (DM) é uma comorbidade frequente em pacientes hospitalizados por síndrome coronariana aguda (SCA), cuja prevalência aumentou na última década e se...

AHA 2025 | DAPT-MVD: DAPT estendido vs. aspirina em monoterapia após PCI em doença multivaso

Em pacientes com doença coronariana multivaso que se mantêm estáveis 12 meses depois de uma intervenção coronariana percutânea (PCI) com stent eluidor de fármacos...

AHA 2025 | TUXEDO-2: manejo antiagregante pós-PCI em pacientes diabéticos multivaso — ticagrelor ou prasugrel?

A escolha do inibidor P2Y12 ótimo em pacientes diabéticos com doença multivaso submetidos a intervenção coronariana percutânea (PCI) se impõe como um desafio clínico...

AHA 2025 | OPTIMA-AF: 1 mês vs. 12 meses de terapia dual (DOAC + P2Y12) após PCI em fibrilação atrial

A coexistência de fibrilação atrial (FA) e doença coronariana é frequente na prática clínica. Os guias atuais recomendam, para ditos casos, 1 mês de...

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Artigos Relacionados

Congressos SOLACIspot_img

Artigos Recentes

TMVR transapical em pacientes de alto risco: resultados do seguimento de cinco anos do sistema Intrepid

A insuficiência mitral (IM) moderada a severa continua sendo uma patologia de alta prevalência e mal prognóstico, particularmente em pacientes idosos, com disfunção ventricular...

SOLACI deseja a todos Felizes Festas

De coração, Boas Festas! A Sociedade Latino-Americana de Cardiologia Intervencionista deseja a todos os seus membros associados e à comunidade médica do continente um Feliz Natal e...

Pesar pelo falecimento de Cristiam Arancibia

A Sociedade Latino-Americana de Cardiologia Intervencionista lamenta profundamente o falecimento do Lic. Cristiam Arancibia, primeiro Diretor do Capítulo de Técnicos e Enfermeiros, Membro Fundador...