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Apresentamos o primeiro caso desta nova edição do Rincón del Fellow, um espaço acadêmico e colaborativo onde fellows podem compartilhar casos clínicos reais, trocar experiências e discutir dúvidas ou desafios relacionados à prática diária do intervencionismo cardiovascular.
A seguir, apresentamos um caso clínico do mundo real, acompanhado de uma série de perguntas para entender como você teria conduzido o caso. Por fim, compartilharemos a resolução e a estratégia adotada.
Nesta primeira edição, abordamos um cenário que, sem dúvida, representa um verdadeiro desafio na prática clínica: “Oclusão total crônica tratada por via retrógrada.”

Autor do caso: Dr. Alejandro González Véliz (Cuba)
Instituição: Instituto de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular, Havana, Cuba
Chefe do Serviço: Dr. Leonardo H. López Ferrero
Índice de Conteúdos
Apresentação do caso: Oclusão total crônica tratada por via retrógrada
- Dados clínicos: Paciente masculino, 63 anos, com fatores de risco cardiovascular: tabagismo e hipertensão arterial. Fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE): 52%.
- Motivo da internação: Angina com piora progressiva.
- Paciente com doença arterial coronariana conhecida, apresentando oclusão total crônica no segmento proximal da artéria descendente anterior esquerda (DAE), com tentativa prévia de intervenção coronária percutânea (PCI) por via anterógrada sem sucesso.
Cinecoronariografia
- Dominância direita
- Artéria descendente anterior esquerda: oclusão total crônica no segmento proximal, com cap proximal ambíguo. Escore J-CTO: 2
- Presença de circulação colateral heterocoronária a partir de ramos septais inferiores
Participe: o que você teria feito?
Antes de visualizar a resolução do caso (disponível abaixo), convidamos você a participar da discussão respondendo às seguintes perguntas de múltipla escolha.
Resolução do caso
Decisão final: Abordagem retrógrada utilizando técnica de escalonamento de fios-guia.
Foi realizada injeção de contraste dual em ambas as artérias coronárias (artéria coronária direita com cateter Amplatz Right e artéria descendente anterior esquerda com cateter EBU). Classificação de Werner: 2.
Um fio-guia intracoronário Asahi Sion Black foi avançado a partir da artéria coronária direita, seguindo o trajeto de um ramo septal, alcançando o terço médio da artéria descendente anterior esquerda, com suporte de microcateter Turnpike. Posteriormente, o fio foi substituído por um de 300 cm para externalização através do cateter posicionado no tronco da coronária esquerda.

Durante a externalização do fio, o paciente apresentou instabilidade hemodinâmica, sendo identificada uma dissecção coronária na artéria coronária direita. Foi implantado um stent, com melhora clínica, permitindo a continuidade do procedimento planejado.

Posteriormente, foi realizada a predilatação da oclusão com balões de baixo perfil, seguida da implantação de um stent DEStiny no local da lesão. Após a recanalização, foi identificada uma lesão na zona de reentrada (local de chegada do fio retrógrado proveniente da artéria coronária direita), sendo então avançado um fio por via anterógrada e implantado um segundo stent.
Obteve-se um excelente resultado angiográfico final. O paciente recebeu alta 48 horas após o procedimento, sem complicações.


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