EuroPCR 2020 | Revascularização vs. tratamento médico inicial em pacientes crônicos

Não existe uma vantagem em termos de mortalidade com a revascularização coronariana invasiva em comparação com o tratamento médico inicial em pacientes com doença coronariana crônica.

Revascularización vs tratamiento médico inicial en pacientes crónicos

No entanto, segundo esta nova metanálise publicada no Circulation e apresentada de maneira virtual no EuroPCR 2020, a revascularização conseguiu reduzir a incidência de angina instável e os sintomas anginosos. 

Globalmente não conseguiu mostrar uma diferença significativa em termos de infartos espontâneos, mas sim uma tendência. Esta pequena redução, se existir, existe a expensas de mais infartos periprocedimento. 

Os autores deste trabalho coincidem com fato de os resultados serem similares aos do ISCHEMIA. 

O ISCHEMIA, com 4 anos de seguimento, mostrou uma tendência a mais infartos (basicamente periprocedimento) no ramo revascularização durante os primeiros 6 meses. À medida que o seguimento foi avançando, as curvas de infartos se cruzaram devido a uma maior taxa de infartos espontâneos no ramo de tratamento conservador. 


Leia também: Tipos de anestesia e seu impacto nas endopróteses eletivas.


Esta metanálise incluiu 14 estudos randomizados entre os quais obviamente está o ISCHEMIA. Talvez os critérios de inclusão tenham sido demasiadamente amplos no afã de somar pacientes com estudos como o COURAGE e o BARI 2D, que foram levados a cabo entre 1990 e 2000, ou inclusive o MASS, publicado antes e com apenas 214 pacientes. Esses pacientes não receberam nem a revascularização nem o tratamento médico que temos hoje. 

A enorme maioria dos 14 877 pacientes incluídos tiveram em comum uma fração de ejeção preservada, escassos sintomas (classe funcional I/II) e a ausência de lesão no tronco da coronária esquerda. 

Oito dos estudos incluíram stents em ao menos 50% das revascularizações, ao passo que os stents farmacológicos foram usados somente no FAME 2, no ISCHEMIA e no ISCHEMIA CKD. Esses dados apartam o estudo da prática clínica atual. 


Leia também: Injúria miocárdica em mais de um terço dos infectados por COVID-19.


A redução em termos de infartos no ramo revascularização se evidencia especialmente quando são analisados os dados dos estudos mais contemporâneos que incluíram stents como estratégia de revascularização (RR 0,89; 95% CI 0,80-0,998).

Título original: Routine revascularization versus initial medical therapy for stable ischemic heart disease: a systematic review and meta-analysis of randomized trials.

Referência: Bangalore S et al. Circulation. 2020; Epub ahead of print y presentado en forma virtual en el EuroPCR 2020.


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